Basquete

Em especial da LBF, Iziane relembra suas passagens pela Rússia

A maranhense atuou pelo UMMC Ekaterinburg e pelo Spartak Moscow.
Imirante Esporte, com informações da LBF19/06/2018 às 20h59
Em especial da LBF, Iziane relembra suas passagens pela Rússia

SÃO LUÍS - Em uma série de matérias especiais no site da Liga de Basquete Feminino (LBF), chamada LBF na terra da Copa, a maranhense Iziane Castro relembrou as passagens pelo basquete da Rússia. Capitã do título brasileiro do Sampaio em 2016 e maior cestinha em média da história da LBF CAIXA, com 19,9 pontos de média em 94 jogos, Iziane é mais uma das jogadoras históricas da competição que também atuou na Rússia, país que recebe a Copa do Mundo.

Aos 22 anos e já com a experiência de duas temporadas na WNBA e vinda do basquete espanhol, Iziane chegou a Ecaterimburgo no segundo semestre de 2004. A cidade, fundada no século 18 e que recebe apenas quatro jogos da fase de grupos da Copa do Mundo, fica na divisa entre a Rússia europeia e asiática e tem hoje pouco menos de 1,5 milhão de habitantes. Há 14 anos, o cenário encontrado por Iziane não era exatamente animador:

"Lembro que fiquei bem impactada como tudo pareceu antigo. Os aviões em que viajávamos, pareciam aquelas militares de carga. Me sentia num filme da segunda guerra mundial", recorda. O frio russo também foi outro aspecto que marcou: o recorde de menor temperatura enfrentado por ela foi 35 graus abaixo de zero. "Sem dúvidas, prefiro os 35 graus de São Luís (risos)", brinca a maranhense, diretora técnica do Sampaio Basquete na última LBF CAIXA.

Além de Iziane, o UMMC Ekaterinburg tinha na temporada 2004/2005 nomes de peso como as norte-americanas Teresa Edwards (armadora quatro vezes campeã olímpica - recordista da modalidade) e Yolanda Griffith, pivô dona de duas medalhas de ouro e que tornou-se uma grande amiga de Iziane fora das quadras.

"Foi uma honra (jogar com elas). Eu me lembro delas desde quando assistia Hortência e Paula contra a seleção americana. Elas já eram mais velhas, mas ainda eram grandes jogadoras. Eu jogava muito mais com a Yolanda, por conta da limitação de estrangeiras que poderiam estar em quadra ao mesmo tempo. Mas as duas sempre muito atenciosas comigo em relação a me ensinar. Foi uma época de muito aprendizado. A Yolanda foi uma grande amiga minha. Saíamos o tempo todo juntas, uma convivência fora de quadra muito legal", diz.

A raposa dos Urais, apelido da equipe, faturou o título da Copa da Rússia naquele ano. Na Liga Russa, foi terceira colocada, caindo nas semifinais para o Dínamo Moscou (na série pelo terceiro lugar, ainda venceria o Spartacus, de Noginsk).

Iziane voltaria a jogar no país quatro anos mais tarde, em 2008, para defender desta vez o Spartak Moscow Region. Na capital, jogou com a ala-pivô croata Vedrana Grgin (que atuou no Brasil) e reencontrou a australiana Lauren Jackson, com quem já havia jogado nos Estados Unidos, pelo Seattle Storm."Moscou já é bem melhor. Mais moderna, de muito turismo; tudo lá é muito lindo", relembra.

Mas Iziane não ficaria até o fim da temporada - ela retornaria à WNBA, para jogar pelo Atlanta Dream. No entanto, participou da primeira fase da campanha que garantiu o bicampeonato russo ao Spartak, que venceu 21 de 22 jogos da primeira fase e derrotou na grande final o rival CSKA por 3 a 1.

A ala também aproveitou as duas passagens pelo maior país do mundo para 'turistar'. Em Ecaterimburgo, esteve na Igreja do Sangue, então recém-inaugurada e que havia sido construída no mesmo local da Casa Ipatiev, onde o último monarca russo, o Czar Nicolau II, e sua família foram assassinados por bolcheviques em 1918, após a Revolução Russa. Em Moscou, passagens obrigatórias pela Praça Vermelha, o Kremlin e o mausoléu do ex-líder soviético Lênin. "Eu também adorava o circo. Ia toda vez que trocava o show", recorda.

Para a ex-jogadora, a Rússia não foi das suas melhores experiências, mas apesar disso, sempre foi reconhecida no meio esportivo.

"Viver na Russia é bem ruim, não vou mentir. Mas eu era muito bem tratada entre dirigentes e atletas. Tinha uma tradutora. Adorava meu motorista, o Pavel, muito prestativo. Tratada como rainha mesmo", finaliza Iziane.

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