Dia Mundial da Água

Água poluída de praias pode causar problemas de pele, afirma especialista

Além de oferecer riscos à saúde humana, o meio ambiente é afetado pela contaminação das águas.
Raunyr dos Santos/Imirante.com22/03/2021 às 14h02

SÃO LUÍS – A Ilha de São Luís é cercada por belas praias, porém é bom pensar duas vezes antes de dar aquele mergulho. Especialista alerta que praias impróprias para o banho, ou seja, aquelas que têm alto índice de poluição, oferecem muitos riscos à saúde humana. Como também agride o meio ambiente.

Praia da Ponta d'Areia localizada em São Luís.

Foto: Raunyr dos Santos / Imirante.com

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Semanalmente a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), por meio do Laboratório de Análises Ambientais (LAA), lança laudos de balneabilidade das praias da Grande Ilha de São Luís, e a notícia não é muito animadora. Segundo levantamento feito pelo Imirante.com, do dia 6 de janeiro e 19 de março de 2021, as praias do Calhau e Olho d’Água, que são a praias mais frequentadas pelos ludovicenses, apresentaram alto índice de poluição.

A estudante Kethlen Mata, de 19 anos, relatou que nunca foi acostumada a frequentar as praias, por isso prefere observar de longe o mar. “Nunca fui muito de ir em praia, pois não sou de São Luís, e não tive esse costume. Mas eu lembro quando começou a ser interditada por conta da poluição, me deu ainda mais receio”, disse.

Praias do Calhau e Olho d'Água apresentaram altos índices de poluição. Foto: Raunyr dos Santos/Imirante.com

Esse não é o caso de Eduardo Santos, de 22 anos, que mesmo sabendo dos riscos que a água poluída das praias oferece à saúde, gosta de ir à praia, pois para ele, o banho de mar proporciona mais tranquilidade. No entanto, ele afirma que sempre pesquisa os pontos ideais para o mergulho. “Eu gosto de frequentar as praias principalmente aos domingos, pois trás uma sensação de paz e leveza, ainda mais nesse período de pandemia, em meio a tantas notícias ruins. Mas infelizmente grande parte das praias estão poluídas. Eu também sempre procuro pontos para o banho, sempre percorro observando as placas”, relatou.

Para a Bióloga Andrea Cutrim, professora do Departamento de Biologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), os riscos à saúde estão principalmente na ingestão dessa água durante o mergulho. “Os riscos à saúde é, justamente, a ingestão dessa água, que eventualmente pode causar algum problema digestivo, especialmente em crianças, e em adultos e adolescentes que fazem práticas esportivas náuticas nessas áreas. Eles normalmente podem ser acometidos por algum problema de pele”, disse a bióloga.

Doenças na pele uma das principais doenças causadas por banho em água contaminada. Foto: Raunyr dos Santos/Imirante.com

Já a especialista Rosana Castelo Branco, médica da família, alerta que além dos problemas na pele, outras patologias mais graves podem ser adquiridas ao utilizar a água poluída das praias. “As consequências do contato com a água contaminada podem ir desde infecções nos olhos, pele (as micoses e dermatites), infecções nos ouvidos e nariz e até doenças mais graves como gastroenterite infecciosas e hepatite A, que podem representar uma grande ameaça à população." Caso a pessoa tome banho em águas contaminadas, a médica indica um bom banho e observar alterações no corpo.

“Primeira coisa a se fazer ao chegar em casa, tomar um banho rigoroso com água e sabão, observar qualquer alteração seja local, como coceira, vermelhidão na pele (como no caso das dermatites e micoses) ou sistêmicas, como gastroenterite e hepatites, onde os indivíduos têm sintomas como: náusea, diarreia, vômitos, dor abdominal, pele amarela e urina escura (hepatite A). Deve-se manter hidratado e procurar assistência médica o mais rápido possível”, disse a médica Rosana.

Dia Mundial da Água

Nesta segunda-feira (22), comemora-se o Dia Mundial da Água. A data, que celebra um dos recursos mais essenciais da natureza, foi criada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), com o objetivo de chamar a atenção para a importância da água doce e a necessidade de uma gestão sustentável dos recursos hídricos.

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