Sem acordo

Segundo sindicato dos rodoviários, há “desinteresse dos patrões em negociar”

A categoria afirma que, como não houve avanço nas negociações, rodoviários anunciam paralisação para a próxima segunda (17).
Imirante.com12/12/2018 às 14h27
Segundo sindicato dos rodoviários, há “desinteresse dos patrões em negociar” Desde o mês de agosto que há esse impasse entre patrões e empregados. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – Nesta quarta-feira (12), o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão anunciou que já notificou a Prefeitura de São Luís, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal Regional do Trabalho, informando que os profissionais que atuam no transporte público da Grande São Luís cruzarão os braços, na próxima segunda-feira (17), desde as primeiras horas.

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De acordo com o sindicato da categoria, a paralisação será realizada devido ao desinteresse dos patrões em negociar de maneira justa, os reajustes nos salários, no valor do tíquete-alimentação, além da garantia da permanência de direitos dos motoristas e cobradores.

“O Sindicato tem sido cauteloso em todas as decisões tomadas. A entidade cumpriu com todos os prazos solicitados, esteve presente em todas as reuniões marcadas, se encontrou por diversas vezes com os empresários e até na semana passada, com representantes da Prefeitura de São Luís, mas o fato é que nenhum avanço ocorreu e a categoria, revoltada pela falta de acordo entre as partes, quanto a nova Convenção Coletiva de Trabalho, exige uma medida extrema”, afirmou o sindicato, por meio de nota.

Ainda segundo o sindicato, desde o mês de agosto que há esse impasse entre patrões e empregados, quando a proposta dos rodoviários foi encaminhada aos empresários. Desde então, o acordo que deveria ter sido firmado em setembro, nunca aconteceu. “Os patrões nas poucas contrapropostas apresentadas, não ofereceram reajustes nos salários e nem no valor do tíquete, querem que os trabalhadores arquem com 50% do valor do plano de saúde, pedem o fim do plano odontológico e o mais grave de tudo, exigem a extinção da função de cobrador, o que irá gerar demissão em massa no sistema. Nesses termos, o Sindicato dos Rodoviários, mais uma vez, ressalta que não há a menor condição em negociar, muito menos, estabelecer um acordo”, declarou o sindicato.

Na semana passada, os rodoviários se encontraram com representantes da prefeitura, que se comprometeram em contribuir com as negociações entre as partes, para que um acordo fosse firmado o mais breve possível, mas até agora não houve acordo definitivo.

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“Já estamos praticamente às vésperas do Natal e nenhum posicionamento é dado aos trabalhadores, que com toda razão, estão revoltados por essa indecisão. Não temos mais tempo para esperar. Agora iremos pra cima. Estamos atendendo todos os trâmites judiciais legais e a partir da próxima segunda (17), retomaremos a paralisação da categoria e resistiremos, mesmo com a pressão da Prefeitura de São Luís, que no último movimento, chegou a solicitar da justiça que determinasse pagamento de multa, por parte do Sindicato, no valor de R$ 350 mil por cada dia da greve e mais, acreditem, a minha prisão em flagrante, caso estivesse no comando do movimento. Pedimos a compreensão dos usuários, mas não nos resta outra alternativa. E quanto aos Rodoviários, esperamos contar com a união e a participação de todos no movimento. Essa luta não é só minha, é de todos nós e só conseguiremos alcançar nossos objetivos, se mostrarmos nossa força. Já que não querem negociar por bem, não há outra maneira que não seja parar o transporte público em São Luís“, afirma Isaías Castelo Branco, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

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