Truculência

Direitos Humanos ouve vítima de tortura de policiais militares de Anajatuba

Motorista agredido entregou à Corregedoria da Polícia Militar, em São Luís, áudios difamatórios, fotos de agressões físicas que sofreu, boletim de ocorrência e encaminhamento para exame de corpo de delito

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h15
Motorista permaneceu preso por três horas em cela na delegacia de Anajatuba
Motorista permaneceu preso por três horas em cela na delegacia de Anajatuba (vítima de tortura)

A presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-MA, Marina Lima, ouvirá, na próxima sexta-feira, às 10h, no prédio da OAB, bairro do Calhau, o motorista Marco Aurélio, de 32 anos, que foi vítima de tortura praticada supostamente por três PMs de Anajatuba.

A suposta sessão de espancamento contra Marco Aurélio ocorreu na última sexta-feira, por volta das 10h50, no Campinho, um lugar de Anajatuba que fica no fim da Rua do Fio.

Após ter sido torturada, a vítima foi presa em Anajatuba, ainda na manhã de sexta-feira, ficando na cela da delegacia local das 11h30 às 14h30, quando foi liberada.

Por volta das 17h de sexta-feira, o motorista foi levado pela polícia para a delegacia de Itapecuru-Mirim, a pedido do delegado Renilton Ferreira, que estava no plantão, e queria colher o depoimento da vítima, o que se estendeu até à noite. Na delegacia de Itapecuru-Mirim, Renilton Ferreira abriu o processo de investigação contra os três militares, em razão do possível crime de tortura.

A vítima, inclusive, foi liberada pelo delegado e encaminhada ao Hospital Municipal de Anajatuba, onde fez o exame de corpo de delito. O resultado do exame deve ficar pronto em 10 dias.

Na segunda-feira (2), Marco Aurélio entregou à Corregedoria da Polícia Militar, em São Luís, áudios difamatórios, fotos de agressões físicas que sofreu, o boletim de ocorrência (BO) feito na Delegacia de Polícia Civil de Itapecuru-Mirim, o documento de encaminhamento para o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), e um BO de outra vítima de tortura, caso esse que ocorreu em junho, e teria sido cometido pelos mesmos policiais militares.

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