Cidades | Aniversário

A mudança de jornal Do Dia para O Estado

Com Bandeira Tribuzi, José Sarney fundou o jornal que mantém liderança no Maranhão
José Sarney / Especial para O Estado01/05/2021 às 16h30
A mudança de jornal Do Dia para O EstadoBandeira Tribuzi e José Sarney, fundadores de O Estado (Arquivo)

São Luís - Quando nós adquirimos o jornal Do Dia, ele já estava desgastado e nós desejávamos, eu e Tribuzi, fazer um jornal que ajudasse o estado no sentido de ser um jornal moderno a nível nacional, que pudesse publicar notícias do exterior e, ao mesmo tempo, pudesse mergulhar a imprensa do Maranhão que estava apenas voltada para pasquins e artigos de insulto.

Nosso objetivo era fazer um jornal moderno e o Jornal Do Dia estava desgastado, então nós resolvemos mudar. Ou seja, tirar da Rua de Santana e fazer um prédio novo, atualmente onde está localizado. Adquirimos máquinas modernas que pudesse fazer um jornal que fizesse jus à modernidade.

Quem me assessorou neste trabalho foi o coronel Andrade e ele se dedicou a esta tarefa com grande afinco. Isso foi pelos anos de 1971. No novo prédio, trouxemos a primeira rotativa do Maranhão, com capacidade de impressão em duas cores. Também compramos equipamentos Singer, de composição a frio, ou seja, na base digital.

Com isso, nós modernizamos a classe de jornal e o jornalismo deixou de ter o formato do jornal Do Dia e o nome foi para simbolizar que o jornal era do Maranhão. Daí a escolha do nome. Tribuzi foi de grande dedicação na construção de todo o jornal, na concepção da linha do jornal.

Ele (Tribuzi) passava dias e noites na redação, mergulhado totalmente no jornal. Com a sua morte, passamos a ter algumas dificuldades. O espírito de criação do jornal passou a não ter e com o exercício de minhas funções como Senador da República, em Brasília, isso me impossibilitou de estar diretamente na gestão do jornal, sem os mesmos meios de comunicação dos tempos de hoje.

O primeiro editorial de O Estado foi sobre Desenvolvimento e Educação, para a criação de uma universidade maranhense, que fosse ao mesmo tempo noticiosa e educativa. E anunciávamos ainda a instalação do polo siderúrgico, que até hoje não se concretizou.

A mudança do nome do jornal foi com a mudança do veículo para a sede atual. Foi no mesmo período. O jornal sempre teve a concepção de ser moderno, ágil, isento, noticioso dos fatos estaduais e nacionais, e ao mesmo tempo evitar tanto quanto possível que a interferência política não mexesse na produção jornalística do jornal.

Nomes importantes passaram a comandar ou a colaborar com O Estado, como Tribuzi, Gilmar, Zé Reinaldo, Pedro Costa, Antônio Carlos (“Pipoca”), Edson Vidigal, Joaquim Itapary, Valter Rodrigues, Cordeiro Filho, Ederaldo Kosa, Ribamar Fonseca, Bello Parga e tantos outros. O jornal foi aos poucos se afirmando, consolidando-se como o principal do segmento jornalístico, ao mesmo tempo com penetração entre os jovens, com o Caderno Alternativo, com concepção moderna, com máquinas compradas e que mantiveram a mesma concepção de outros grandes veículos do país.

Eu vejo O Estado como o maior do Maranhão. Evidentemente que ele vive a crise do jornal impresso, que é um processo não somente local como nacional. A tendência é que eles passem a ser mesmo digitalizados. São mais ágeis, que funcionam em tempo real.

O Estado prestou grandes serviços ao estado e modernizando, sobretudo, a imprensa do Maranhão. É um jornal que, até hoje, discute os problemas do estado e, ao mesmo tempo, defende os grandes empreendimentos que o Maranhão almeja. Agradeço mais recentemente ao Ribamar Corrêa, que prestou um grande serviço e dedicação. Durante vários anos sustentou a circulação do jornal com o mesmo nível de qualidade. Atualmente a nossa equipe é a melhor de jornal do Maranhão. Estamos mantendo, com todas as dificuldades, a maior circulação de jornal local, com grande fidelidade de leitores.

Vida longa a O Estado!

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