Desenvolvimento

Índios maranhenses querem desenvolver projetos agrícolas em aldeias do estado

Inserção indígena no mercado de trabalho e possibilidade de usufruir economicamente de suas terras foi promessa de campanha do presidente Bolsonaro

José Linhares Jr

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h21
Índios maranhenses foram a Brasília pedir incentivo do governo
Índios maranhenses foram a Brasília pedir incentivo do governo (Índios)

SÃO LUÍS - Lideranças da etnia guajajara de Barra do Corda (MA) reuniram-se com membros da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários (Seaf) na última sexta (31). Formada por 50 indígenas, a comissão exigiu o apoio do governo federal para desenvolver projetos de agricultura em aldeias do Maranhão

O grupo foi recebido pelo secretário especial de Assuntos Fundiários do Mapa, Nabhan Garcia, juntamente com os assessores da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério Nelson de Andrade Júnior e Márcio Madalena. Representando a Fundação Nacional do Índio (Funai), estavam no encontro João Rosa, Cláudio Badaró e Juan Scalia.

A Seaf é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). De acordo com documento entregue pelos indígenas, as comunidades têm na sua cultura as atividades de agricultura familiar e pesca artesanal. Para eles, a agricultura poderá garantir às comunidades segurança alimentar, inserção no mercado de trabalho e geração de emprego e renda.

O secretário explicou que a produção em terras indígenas está sob avaliação do Congresso Nacional, mas disse que o governo vai organizar uma delegação de várias áreas para debater as propostas do grupo. Além da questão agrícola, os indígenas pediram apoio para implantação de agroindústria, de projeto cultural, de ecoturismo, de cooperativa, de cisternas e infraestrutura nas aldeias de Barra do Corda.

Nos últimos meses o presidente Jair Bolsonaro tem defendido o direito de índios atuarem de forma profissional em suas terras. Tanto no extrativismo quanto no agronegócio. Para o governo, os impeditivos legais e a falsa sensação de proteção atrapalham o desenvolvimento das comunidades.

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