Mesa-redonda

Batalha histórica em debate com estudiosos

Mesa-redonda discutirá o tema "405 anos da Batalha de Guaxenduba (1614/2019): uma guerra brasílica", hoje, às 16h, na AMEI

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h22
Batalha de Guaxenduba e seus personagens serão enfocados
Batalha de Guaxenduba e seus personagens serão enfocados

São Luís - Importante episódio da história do Maranhão colonial, a “Batalha de Guaxenduba” completa este mês 405 anos e para marcar a data, o historiador Euges Lima, vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), em parceria com a Academia Icatuense de Letras, Ciências e Artes (AILCA) e a Associação Maranhense dos Escritores Independentes (AMEI), realiza hoje, às 16h, nas instalações da AMEI, no São Luís Shopping, Mesa-redonda sobre o tema “405 anos da Batalha de Guaxenduba (1614/2019): uma guerra brasílica”.

O evento será aberto ao público e participarão do debate o professor, além de Euges Lima, historiador e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), o professor, historiador e presidente da AILCA, José Almeida (autor do livro “Icatu, Terra de Guaxenduba”), o pesquisador e presidente da Casa dos Açores do Maranhão, Paulo Matos, e o professor e pesquisador belga, Frans Gistelinck, autor do livro “1612, A França Equinocial: encontro de dois mundos na Ilha do Maragnan,” que será relançado na oportunidade.

A Batalha de Guaxenduba foi um confronto militar ocorrido em 19 de novembro de 1614, próximo de onde hoje se localiza o município maranhense de Icatu, entre forças portuguesas e tabajaras, de um lado, e francesas e tupinambás, de outro. A batalha foi um importante passo dado pelos portugueses para a expulsão definitiva dos franceses do Maranhão, a qual viria a ocorrer em 4 de novembro de 1615. A expulsão dos franceses possibilitou que grande parte da Amazônia passasse para domínio português e, posteriormente, brasileiro.

Segundo Euges Lima, trata-se de um tema da história do Maranhão colonial pouco abordado e cujo episódio foi marcado por controvérsias e curiosidades. “A batalha foi marcada pela luta entre dois exércitos, um português e outro francês. Nessa época, o Maranhão estava sob ocupação francesa. Em 1614, os portugueses vieram para tentar expulsar e conquistar a região. Os franceses eram favoritos para vencer a batalha, porque tinham mais homens e eram mais bem equipados belicamente. Além disso, tinham o apoio de 200 índios. Já os portugueses não, vinham de uma longa jornada. No entanto, o resultado acabou sendo desfavorável aos franceses. Os portugueses usaram uma tática que os levou a vitória. A questão é explicar porque os franceses, em condições favoráveis, foram derrotados”, disse Euges Lima.

Uma das razões da derrota dos franceses na Batalha foi porque parte de suas forças, principalmente as que desembarcaram nas praias do sítio de Guaxenduba, não eram formadas por soldados profissionais, mas por gente de ofício, ou seja, carpinteiros, ferreiros, colonos, trabalhadores que vieram colonizar a França Equinocial e fazer a América e que acabaram tendo que lutar improvisados de soldados, enfrentando o maltrapilho exército português. Porém, mais experimentado no campo de batalha e guerras de sertão.

Euges Lima é historiador e presidente do IHGM
Euges Lima é historiador e presidente do IHGM

Relatos

Conforme Euges Lima, nos registros dos depoimentos dos nove prisioneiros franceses, capturados em Guaxenduba, onde eles relatam suas vidas de simples trabalhadores e contam como vieram parar no Maranhão com suas famílias, eles se queixam de terem sido enganados pelos comandantes franceses, que teriam vendido para eles um paraíso na América, no Maranhão, e quando chegaram aqui, não era nada disso, e ainda tiveram que pegar em armas, sendo muitos massacrados nessa guerra, sofrendo os franceses uma baixa entre 115 a 150 combatentes e 9 prisioneiros dos 200 que desembarcaram.

“Ou seja, uma verdadeira carnificina, fora as centenas de índios Tupinambás, aliados dos franceses, que também tombaram. Essa guerra, como relata Diogo de Campos Moreno em sua Jornada do Maranhão, foi um verdadeiro ‘inferno na praia’, sobretudo para as tropas francesas de la Ravardière, que com sua política de já ganhou, acabou sendo fatalmente surpreendido”, explicou Euges Lima.

Serviço

O quê

Mesa-redonda sobre a Batalha de Guaxenduba

Quando

Hoje, às 16h

Onde

Associação Maranhense dos Escritores Independentes (AMEI), no São Luís Shopping

Entrada franca

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