Estado Maior | COLUNA

A ilusão do valor alto do pré-sal

04/10/2019

O deputado do PSDB de São Paulo, Samuel Moreira, reclamou da divisão dos recursos do leilão de parte do pré-sal previsto para o próximo mês de novembro. Segundo ele, a divisão não está certa.
O parlamentar paulista fala sobre a decisão do Senado em atrelar a divisão ao Fundo de Participação dos Municípios e ao Fundo de Participação dos Estados (FPE). Com isso, os estados com menor renda per capita e com população grande acabaram recebendo valor maior. Esse é o caso do Maranhão e da Bahia. O primeiro com mais de R$ 730 milhões e o segundo com mais de R$ 900 milhões.
A contestação do deputado paulista não deveria ser levada em consideração, até mesmo porque a tal divisão prova algo: quem vai ganhar mais tem uma população enorme na pobreza. Ou seja, o maranhense, individualmente, é um dos mais pobres do Brasil.
Em resumo: não há o que se comemorar na divisão dos valores previstos no leilão do pré-sal. Infelizmente, esse é mais um dado que mostra que o Maranhão se mantém no fim da lista no ranking dos estados com economia fraca, poder aquisitivo do cidadão bem baixo e com uma economia totalmente dependente ao poder público.
Melhor seria, na regra aprovada pelo Senado e que pode mudar na Câmara, que o Maranhão fosse um estado como São Paulo, com poucas necessidades.

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