Campanha

HSD realiza ação de alerta sobre os riscos da sepse

Evento acontecerá no próprio Hospital e também em outros locais, de amanhã (10), até o dia 13; palestras sobre o assunto serão ministradas durante a campanha

Nelson Melo / O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h23
Hospital São Domingos terá campanha de alerta para os riscos da sepse, com palestras e conscientização
Hospital São Domingos terá campanha de alerta para os riscos da sepse, com palestras e conscientização (hsd - 30 anos fachada hospital são domingos)

A sepse é um conjunto de manifestações graves, em todo o organismo, produzidas por uma infecção, embora seja pouca comentada nas camadas sociais. A fim de alertar a população sobre os riscos desta doença, o Hospital São Domingos (HSD) promoverá a “Semana de Combate à Sepse”, que ocorrerá do dia 10 ao dia 13 de setembro. O evento será marcado por várias palestras sobre o tema, que é importante para levar conhecimento às pessoas sobre esses perigos.

Segundo o HSD, o objetivo do evento é disseminar entre a população mais informações sobre a sepse, mostrando como identificá-la e a importância de procurar logo assistência médica. Sob o tema “Pense, pode ser Sepse”, a campanha enfatizará ações com o intuito de alertar para a necessidade do reconhecimento precoce dos sintomas e o tratamento adequado.

Palestras
No dia 10, ocorrerá uma palestra na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no auditório do ILA, às 19h. Outra palestra será realizada na Universidade Ceuma, Campus Renascença, por volta das 19h do dia 11. A Faculdade Pitágoras receberá uma palestra no dia 12/09, às 8h30. Por fim, haverá palestras no dia 13, no Hospital São Domingos, às 8h, para membros da diretoria, coordenadores médicos e assistenciais, bem como para residentes.

Sobre a sepse
Conforme o Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), a sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada. Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção.

Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos orgãos do paciente. Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falencia de múltiplos órgãos. É responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil. Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer.

Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e a Argentina.

A doença é a principal geradora de custos nos setores público e privado. Isto é devido à necessidade de utilizar equipamentos sofisticados, medicamentos caros e exigir muito trabalho da equipe médica. Em 2003 aconteceram 398.000 casos e 227.000 mortes por choque séptico no Brasil com destinação de cerca de R$ 17,34 bilhões ao tratamento.

SAIBA MAIS

De acordo com o grau de evolução, a síndrome pode ser classificada em três diferentes níveis:
1) Sepse: a resposta inflamatória provocada pela infecção está associada a pelo menos mais dois sinais. Por exemplo, febre, calafrios e falta de ar etc;
2) Sepse grave: quando há comprometimento funcional de um ou mais órgãos;
3) Coque séptico: queda drástica de pressão arterial que não responde à administração de líquidos por via intravenosa.

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