Opinião | Artigo

Certo por linhas tortas?

07/08/2019

Na minha crônica da semana passada comentei a declaração de Bolsonaro sobre o assassinato em 1974 de Fernando Santa Cruz, pai do atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Documentos da Comissão da Verdade atestam a prisão, pela Aeronáutica, de Fernando, membro da Ação Popular - AP, organização de combate ao regime militar de 1964 pelas armas. Depois de preso, ele nunca mais foi visto e até hoje não se sabe onde está seu corpo. O presidente da República, diferentemente, afirma que Fernando foi morto pelos próprios companheiros, sem mostrar nenhuma evidência aceitável disso nem evidência de tipo algum. Implícita na afirmação está a ideia de a vítima ter traído seus companheiros, sendo por eles justiçados. Portanto, a vítima teria sido culpada da própria morte. Caso a explicação não seja verdadeira, como acredito que não seja, e mesmo assim seja aceita pela opinião pública como verdadeira, a memória do morto estará injusta e indelevelmente manchada.

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