COLUNA

Aqui diferente de lá

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h24

As posturas locais e as mostradas nacionalmente por políticos do Maranhão acabam desfavorecendo governistas. A situação é simples: na Assembleia Legislativa, os deputados usam artifícios de todas as formas para blindar os membros do governo. Já na Câmara dos Deputados e no Senado, os também governistas não poupam esforços para atacar os adversários.
O exemplo mais recente foi a divulgação pelo site The Intercept de mensagens entre o agora ministro Sérgio Moro e o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol. Deputados como Márcio Jerry (PCdoB) já pediram que o ministro vá à Câmara dos Deputados para se explicar sobre o uso político da função que desenvolvia quando era juiz de direito.
Situação de uso da estrutura pública para fins políticos aconteceu também no Maranhão. Pelo menos, é o que acusam dois delegados da Polícia Civil. O secretário de Segurança Jefferson Portela foi apontado como mandante de espionagem contra desembargadores e políticos adversários do governo, ou seja, “instrumentalizou a polícia estadual para fins eleitorais e partidários”, conforme as acusações. Jefferson nega.
Mas os deputados estaduais deveriam ter permitido a convocação do gestor para esclarecer as acusações na Assembleia Legislativa, como chegou a ser proposta. Aliás, são acusações gravíssimas.
Mas Jefferson Portela foi blindado por parlamentares.
Agora, diante de mais acusações graves, mas não aqui
e sim em Brasília, deputados maranheses pedem explicações, exonerações, investigações. Sem o dever de casa, fica feio cobrar.

Mais blindagem
E as blindagens não param somente com o caso de Portela. O secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, também bateu o pé e não foi à Assembleia Legislativa.
Após muita conversa, o gestor permitiu ainda que alguns deputados fossem até o seu gabinete para ele mostrar alguns dados. Nada mais que isso.
Já receberam blindagem nesta legislatura a ainda (?) presidente do Procon, Karen Barros, e o, na época, presidente do Iprev, Joel Benin.

Sem novidade
O presidente da Comissão Especial de análise da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos, não soube falar quais os prejuízos para o Maranhão caso as mudanças no sistema previdenciário não sejam aprovadas.
O parlamentar, que participou de audiência pública na Assembleia Legislativa, trouxe somente os números básicos sobre a Previdência e o cenário de caos que será sem aprovação da reforma.
Sem novidades, Ramos disse somente que pontos que atingem trabalhadores rurais, professores e beneficiários do BPC serão retirados do texto.

Contrários
O vereador Honorato Fernandes (PT) também utilizou a tribuna para reforçar, segundo ele, o “sucesso” da reunião temática do dia 7, que abordou aspectos do Plano Diretor de São Luís.
Segundo o petista, comunidades rurais convidadas ao encontro foram contrárias à redução dos percentuais de suas áreas territoriais, item previsto no novo plano.
Até o momento, o Executivo não sinalizou data para encaminhamento do texto à Câmara.

Pressionando
E ainda sobre o Legislativo Municipal, a oposição vai pressionar para que secretários municipais compareçam à Câmara dos Vereadores para prestar esclarecimentos.
De costume, os gestores vão à Casa para prestação do quadrimestre administrativo de cada pasta, o que inviabiliza os questionamentos sobre assuntos fora dos números apresentados pelo secretário.
Por isso, os vereadores de oposição querem que secretários como Antônio Araújo (Obras) compareçam à Câmara para falar especificamente dos serviços do “Asfalto na Rua”.

Reunião
Hoje, em Brasília, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), se reunirá com governadores da Região Nordeste, entre eles o do Maranhão, Flávio Dino. Em pauta, a reforma da Previdência.
O objetivo de Maia é apressar a análise do texto e ressaltar a importância dos gestores para a aprovação da matéria em tempo hábil.
Além dessa matéria, a expectativa é para a apreciação da PLN4, no Congresso.

Mais reclamação
E a história da empresa que explora gás natural no Maranhão que barrou deputados estaduais ainda dura na Assembleia Legislativa.
Fábio Macedo, deputado do PDT, foi à tribuna reclamar mais uma vez da decisão da diretoria da empresa de não aceitar a “visita” dos parlamentares.
Como de costume, os colegas de parlamento se uniram a Macedo e condenaram a atitude da empresa.

DE OLHO

R$ 268,1 milhões é o total arrecadado pelo governo estadual de contribuição do servidor público para o plano de seguridade.

E MAIS

• O Portal da Transparência do Governo do Estado não vem trazendo os detalhamentos das receitas e despesas dos primeiros cinco meses de 2019.

• O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Ivaldo Rodrigues, foi alvo de críticas em reunião de feirantes na Câmara Municipal.

• Os trabalhadores das feiras livres reclamam que o gestor só tem olhos para sua “criação”, a Feirinha São Luís, na Praça Benedito Leite, e deixa as demais feiras sem qualquer estrutura.

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