COLUNA

De olho em 2022

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h25

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) parece que vem enfrentando um furacão de críticas que estão passando até pela sua base aliada no Congresso Nacional. Para os parlamentares, o que falta é uma articulação política que possa fazer a ponte entre os poderes Executivo - e seus interesses e necessidades - e o Legislativo - com seus interesses e necessidades.
No entanto, é comum os deputados e senadores falarem que o próprio governo não se entende. Não avança.
As cabeças batendo no governo Bolsonaro foram até tema de entrevista do ex-presidente José Sarney, no jornal Correio Braziliense. Sarney identifica com facilidade o que os congressistas vêm reclamando: governo trabalha apenas com ameaças de caos e nada mais.
Este cenário de pouco - ou quase nenhum - entendimento vem sendo acompanhado de perto pela esquerda do Brasil, em especial o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).
Todos os passos errados, as incertezas e as indefinições estão sendo estudados pelo comunista, para que, no futuro, sirvam de base para seus argumentos em prol de sua eventual candidatura ao Palácio do Planalto.
Muita água ainda vai rolar até chegar a campanha de 2022. Mas o cenário indica que Bolsonaro não vem acertando em seu governo e Dino trabalha todos os dias de sua vida para viabilizar seu nome para daqui a cerca de três anos.

Sem novidades
Continua na mesma a situação sobre a distribuição dos cargos federais no Maranhão. Por enquanto, o governo Bolsonaro ainda não escolheu os nomes que comandarão os órgãos federais no estado.
As “novidades” são as mesmas: pedidos já feitos pelos deputados e senadores do Maranhão.
O senador Roberto Rocha (PSDB) pediu a manutenção de dois cargos que já indicou e pediu a Funasa para a ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge, o que não deixou nada feliz o deputado federal Aluisio Mendes (Pode).

“Visita”
O secretário estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela, esteve ontem no gabinete do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Joaquim Figueiredo.
Na pauta da “conversa”, as declarações dos delegados Ney Anderson e Thiago Bardal sobre investigações a desembargadores e seus familiares.
Não se sabe ao certo se Portela foi se explicar ao presidente do TJ e pedir que uma investigação não ocorra ou foi somente fazer uma visita de cortesia para tentar amenizar a tensão entre os Poderes.

Pode vir
Aliados do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), não desistiram da ideia de trazê-lo para cumprir agenda no Maranhão.
À coluna, uma fonte com trâmite no Executivo garantiu que serão articulados compromissos em julho para possibilitar a visita.
Bolsonaro foi convidado para participar da abertura da AgroBalsas deste ano. No entanto, não aceitou.

Pessimismo
Apesar da cautela, pessoas próximas ao governador Flávio Dino (PCdoB) não estão otimistas quanto ao empréstimo para pagamento dos precatórios.
Aliados do governador entendem que o mandado de segurança interpelado pela PGE para viabilizar a abertura de crédito para pagamento de precatórios não passará no Supremo.
Recentemente, em caso semelhante, à Corte negou pedido do governo da Bahia, que desejava contrair empréstimo para quitação das requisições do Judiciário.

Encontro
Três nomes do PDT estavam reunidos, ontem, em almoço em um restaurante no Centro Histórico de São Luís.
No encontro reservadíssimo estavam o senador Weverton Rocha, o deputado estadual Glaubert Cutrim e o presidente da Câmara de Vereadores, Osmar Filho.
Na pauta, as articulações para 2020 em São Luís e também em São José de Ribamar, e ainda as eleições de 2022.

Tem base
Com a votação do pedido de impeachment do prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT), ficou claro que o pedetista tem maioria na Câmara Municipal.
A maioria dos parlamentares - incluindo o vereador Marquinhos Silva (DEM) - entendeu que o pedido de impedimento feito pelo advogado Pedro Michel Serejo não tinha como avançar na Casa.
Votaram a favor do impeachment somente três vereadores: Marcial Lima (PRTB), Cézar Bombeiro (PSD) e Estevão Aragão (PSDB).

DE OLHO

R$ 5,61 bilhões é o valor da arrecadação do governo estadual até abril deste ano.

E MAIS

• Um e-mail chama para um novo pedido de impeachment contra o prefeito Edivaldo Júnior, que será protocolado hoje.

• Nas informações - que são poucas -, consta somente que este será o segundo de 12 pedidos de impeachment contra o prefeito da capital.

• Dois governistas - e pré-candidatos a prefeito de São Luís - foram para as “vias de fatos” nas redes sociais. Com direito a marcação de perfil e tudo. São os aliados demonstrando não serem mais tão aliados assim.

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