Estado Maior | COLUNA

Triste realidade

18/05/2019

A Câmara Municipal de Vereadores de Barra do Corda tem se debruçado nos últimos dias à discussão a respeito da elevada taxa de mortalidade de recém-nascidos no Hospital Materno Infantil do município.
Na pauta da próxima sessão ordinária do Legislativo, o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) - tema abordado por O Estado em reportagem deste fim de semana - será apreciado pelos vereadores.
A situação alarmante de pelo menos 15 óbitos registrados em 2019 já provocou a reação de diversos órgãos e entidades de representatividade, a exemplo do Polo de Turismo de Barra do Corda, da Associação Comercial Agrícola e Industrial de Barra do Corda, do Clube dos Diretores Lojistas, do Sindicato dos Lojistas, da OAB, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Clube de Mães do município.
Lamentavelmente, contudo, a situação de elevada taxa de mortalidade infantil não se trata de um caso isolado, em Barra do Corda.
Estudo Desafios da Gestão Estadual (DGE) 2018, realizado pela Macroplan e divulgado em dezembro daquele ano, revelou que o Maranhão ocupa as últimas posições no ranking nacional que trata da mortalidade infantil.
O estado ocupa hoje a 22ª posição, à frente apenas de Roraima, Amazonas, Rio Grande do Norte, Goiás e
Rio de Janeiro.
Pelo relatório, mais de 50% dos óbitos registrados no Maranhão ocorrem na fase Neonatal Precoce. Outra fatia considerável dos óbitos acontecem na fase Pós-neonatal e a menor faixa ocorre na fase Neonatal Tardia.
Cerca de 70% dos óbitos no Maranhão durante a fase infantil, segundo o levantamento, ocorrem por causas evitáveis.
E se são evitáveis, acontecem, sem sombra de dúvida, por causa da ineficiência da assistência de saúde às mães e aos recém-nascidos.
Uma realidade que maltrata.

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