Feira da Mulher

Preconceito e violência são discutidos na Feira da Mulher

Evento realizado pelo jornal O Estado levará, para a praça de eventos do Shopping da Ilha, palestras, bate-papos e workshops

Emmanuel Menezes / O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h25
Feira da Mulher acontece 4 e 5 de maio
Feira da Mulher acontece 4 e 5 de maio (feira da Mulher)

Palestras, shows e exposições, fomentando discussões sobre assuntos atuais que competem ao protagonismo feminino na sociedade, acontecerão nos dias 4 e 5 de maio, na segunda edição da Feira da Mulher, no Shopping da Ilha. O evento é uma realização do jornal O Estado e conta com o patrocínio da Claro e apoio da Natura, Isan e do Shopping da Ilha. Juntas, as marcas veem a importância da mulher e a importância de sua valorização em todos os segmentos sociais. Neste ano, um dos principais temas debatidos será o combate da violência e o preconceito contra as mulheres em diversos âmbitos, além de sua conquista de respeito e oportunidades.

No esporte mais radical e inusitado, na profissão, na moda, na beleza, na estética, na maternidade, superando traumas, organizando a dupla jornada de trabalho. Todas essas questões diversificadas prometem agitar estes dias e permitirão o máximo de interações promovendo retificações e ratificações sobre o valor, a posição e o papel da mulher na sociedade.

O Grupo Mirante está sempre ligado nos movimentos sociais de empoderamento feminino e quer ser uma marca que fomente isso. A intenção é incentivar a mulher a fazer parte das grandes profissões, do esporte, e dos demais locais onde ainda há tabus a respeito do local da mulher”, explica Adriana Caminha, gerente de marketing do Grupo Mirante.

Uma rede de mulheres tratará de direitos, com o objetivo de provocar e suscitar mudanças. Dentre as confirmações, a atleta revelação do futebol americano, Tay Leitão, estará presente em um bate-papo sobre a mulher no mundo esportivo não convencional. A também atleta Juliana Norinha, faixa-preta e graduada na faixa vermelho e branco 8º grau de Jiu-Jitsu estará no evento, falando sobre defesa pessoal.

“Teremos, ainda, a presença da Cristiane Castro, que é tenente-coronel e psicóloga da Polícia Militar do Maranhão. Creio que, por estar presente em dois extremos, teremos uma troca de experiências bem lega. Esse é o nosso obje­tivo”, diz Adriana Caminha.

Demais programação
Diversas palestras e workshops, com temas dos mais variados, estão confirmados. Dentre eles: organização pessoal com dupla jornada de trabalho laboral, demonstração de maquiagem e empreendedorismo da beleza, traumas e superações, violência doméstica e feminicídio, as mulheres nas relações de trabalho, entre outros.

No fim de cada dia, estão confirmadas apresentações da cantora Luciana Pinheiro, no sábado, e voz e violão com SOMANAS, no domingo.

Preconceito no esporte
A presença de mulheres vem se tornando cada vem mais presente no esporte, em diversas modalidades, mas o preconceito é algo que segue acontecendo. É por esse motivo que na abertura dos dois dias da Feira da Mulher, as grandes convidadas serão atletas maranhenses ou que já jogaram em algum time do nosso estado.

No sábado, a feira recebe Tay Leitão, de 28 anos. Natural de São Luís, atualmente a atleta reside em Curitiba, e faz parte do Curitiba Lions. Ela conquistou o título de atleta revelação pelo seu bom desempenho no campeonato nacional. Já atuou na Associação Maranhão Rugby, Delta Rugby (Piauí), Maceió Rugby Club (Alagoas), Rural Rugby (Pernambuco), Blumenau Rugby (Santa Catarina), Brusque Rugby (Santa Catarina), Balneário Camboriú Rugby Club (Santa Catarina), Projeto Rugby Pelo Brasil, Urutau Rugby (Paraná) e Curitiba Rugby Club (Paraná).

No domingo, Juliana Noronha, de 26 anos, estará na abertura da programação. A atleta de Jiu-Jitsu nasceu em Belém, no Pará, mas reside em São Luís há sete anos. Formou-se faixa preta com o mestre Maurício Robbe de Almeida. É bicampeã brasileira peso e absoluto NO-GI e mundial peso e absoluto.

Apesar dos grandes feitos, a mulher e sua posição no esporte, segue sendo deixada em segundo plano. Foi apenas em 1900 que as mulheres puderam participar dos Jogos Olímpicos. Na Rio 2016, que aconteceu aqui no Brasil, tivemos nada menos que 209 mulheres disputando medalhas. E elas corresponderam a 45% dos atletas participantes, todas com chance de medalha.

Um bom exemplo do recorrente preconceito é o da jogadora Marta. Em dezembro de 2015, Marta passou Pelé e se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira, com 98 gols. O rei Pelé tem 95 gols em 114 jogos com a camisa amarela. Mesmo assim, não só a atacante como todas as meninas do futebol feminino sofrem com a falta de visibilidade, patrocínio e apoio.

SAIBA MAIS
Confira a programação completa

Dia 4 de maio, sábado
14h – A mulher inserida no universo esportivo não convencional, com Tay Leitão, atleta revelação do Curitiba Lions, futebol americano, e Priscille Damous, jornalista e comentarista esportiva do Liga O Estado;
15h30 – Organização pessoal com dupla jornada de trabalho laboral, com Lanny Bedasi, jornalista, personal organizer, life coach;
16h40 – Como identificar e superar relacionamentos abusivos, com Cristiane Castro, tenente-coronel e psicóloga da polícia militar do Maranhão;
17h50 – Mulher: seus traumas e superações, com Milena Carvalho, arquiteta, cineasta e escritora;
19h – Demonstração de maquiagem e empreendedorismo da beleza, com a empresa Natura;
20h – O desafio de ser mulher, mãe e os cuidados do corpo, da saúde e da beleza, com Alzira Araújo, médica pediátrica;
21h – Show voz e violão com Luciana Pinheiro.

Dia 5 de maio, domingo
14h – Defesa pessoal, com Juliana Noronha, faixa preta e graduada na faixa vermelho e branco 8º grau de Jiu-Jitsu;
15h – Violência doméstica e feminicídio, com Mirella Freitas, juíza criminal;
17h – As mulheres nas relações de trabalho, com Danielle Lima Beckman, gerente de recursos humanos do Grupo Mirante;
18h – Papo de Comadre: moda, beleza, maternidade e autoestima, com presença de Rafaela Albuquerque, consultora de moda; Denise Cavalcante, digital creator, influencer for marketing; Michelle Villas Boas, farmacêutica e digital influencer; e Adriana Caminha, estilista da marca Drix e marketing do Grupo Mirante;
19h – Show voz e violão com as SOMANAS

SAIBA MAIS

Respeito à mulher
A violência contra a mulher, assim como a cultura do estupro, está enraizada na sociedade e se fortalece diariamente não só por estupradores, mas por quem dissemina conteúdo, como músicas, vídeos, imagens e comentários que denigrem a figura da mulher. Conscientizar as mulheres sobre os seus direito é fundamental para que se combata com veemência os casos de agressão física, moral e, ainda, os casos de feminicídio.

Igualdade de gênero
Igualdade não significa que mulheres e homens são os mesmos, mas que os direitos, responsabilidades e oportunidades dos homens e das mulheres não devem depender do fato de nascerem do sexo masculino ou feminino. Igualdade entre mulheres e homens é uma questão de direitos humanos.

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