Estado Maior | COLUNA

Maranhão em Brasília

13/03/2019

A disputa – nada aberta – pela coordenação da bancada no Maranhão no Congresso Nacional começou ontem em reunião entre os 18 deputados federais e mais os três senadores do estado. Pela promessa do Governo Federal, o posto vale mais que comandar as ações da bancada por dois: os cargos federais estão em jogo também.
Estão concorrendo três deputados: Juscelino Filho (DEM), Gil Cutrim (PDT) e Cléber Verde (PRB). E o que chama a atenção nos três nomes é que todos são da base do governo de Flávio Dino (PCdoB), que tenta passar a imagem de árduo adversário do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).
Fica a questão: como três aliados de um comunista poderiam tentar disputar uma coordenação se estão em jogo os cargos federais de um governo adversário ao de Dino?
Dos postulantes, dois fazem o jogo duplo no seu mandato. Tanto Juscelino Filho quanto Cléber Verde são árduos defensores de Bolsonaro em Brasília, mas jogam no time de Flávio Dino no Maranhão, em um jogo claro de incoerência política tanto dos parlamentares quanto do próprio governador.
Gil Cutrim até poderia querer o jogo duplo, mas, diante da posição de seu partido, o PDT, não tem condições de seguir um caminho favorável do governo federal de forma aberta, pelo menos.
O fato é que, dos três, talvez Juscelino tenha maior vantagem por ter o governador ao seu lado (e isso significa votos fiéis de Márcio Jerry e Bira do Pindaré, por exemplo) e até de nomes da oposição ao comunista como Edilázio Júnior (PSD) e João Marcelo (MDB).
Cléber Verde deverá ser o que terá mais dificuldades. Basta relembrar sua derrota para Luana Costa, que, mesmo sendo ela, na época, oposição a Dino, levou a melhor em cima do candidato comunista, que sofria com alta rejeição da bancada da legislatura passada.

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