COLUNA

As incertezas

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h26

O prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando, mantém a distância do público para não ter que falar a respeito da possibilidade de compor a equipe de governo de Flávio Dino (PCdoB). Diante de incertezas, o gestor prefere o silêncio, por enquanto. Luís Fernando nunca confirmou ou negou o convite que lhe foi feito para comandar a Secretaria de Programas Estratégicos.
Entre as incertezas que levam o prefeito de São José de Ribamar calar estão o seu futuro político e o receio de enterrar de uma vez a fama que fez como o melhor prefeito do município.
Sobre o futuro político, Luís Fernando não sabe como conseguirá os espaços necessários deixando de ser chefe do Executivo municipal para se tornar somente subordinado de Flávio Dino. Essa questão acaba pesando, já que a promessa do comunista é de garantir para Fernando a vaga de candidato ao Senado, em 2022. Mas fica a incerteza se, até lá, o prefeito ainda terá algum tipo de peso para garantir que o acordo seja cumprido diante de qualquer cenário.
Sobre perder o resto que ainda tem de fama de bom gestor de São José de Ribamar, Luís Fernando ainda pensa e repensa se, com uma administração tão fraca como a de agora, deixar a Prefeitura não seria um suicídio político.
Já faz quase um mês que Flávio Dino anunciou as mudanças em sua gestão, no primeiro escalão. O governador chegou a adiar a solenidade de posse dos novos secretários em cerca de cinco dias para esperar uma posição do prefeito de São José de Ribamar.
Mas, diante de tantas incertezas, Luís Fernando vai deixando para depois a posição que tomará.

Se repetindo
Este vai ou não vai de Luís Fernando se parece com a ocasião em que se especulava se ele seria ou não candidato a governador pelo grupo da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).
Durante os últimos dois anos do mandato da emedebista, Luís Fernando foi visto como o candidato ao governo. Ele agia como um candidato.
No entanto, no fim de tudo, o prefeito se reservou e ficou empurrando a decisão que tomou já nos 45 segundos do segundo tempo, deixando o grupo da ex-gestora sem tempo para trabalhar novos nomes.

Nada foi dito
E, como se esperava, a Assembleia Legislativa se calou a respeito do episódio envolvendo o deputado estadual (reeleito, como o próprio frisou a um policial militar), Fábio Macedo (PDT).
Na sessão de ontem na Casa, nada foi dito a respeito do caso, que teve acusação de agressões e um áudio e vídeo mostrando ameaças de morte.
Somente o deputado César Pires (PV) falou à TV Mirante e criticou o comportamento do colega de parlamento.

Afastamento
Quem também chegou a falar do caso foi o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB).
Assim como Pires, o comunista falou em entrevista à TV Mirante afirmando que Fábio Macedo vai se licenciar por 30 dias para tratamento de saúde.
Macedo confessou nas redes sociais que sofre de alcoolismo e também de depressão.

O que esperar?
Mas o que esperar do Legislativo estadual se outros casos, como do ex-deputado Levi Pontes (PCdoB), foram abafados?
Para recordar: Levi Pontes teve duas acusações de uso do dinheiro público para ganhar dividendos políticos.
A primeira foi com a distribuição de pescados da Prefeitura de Chapadinha e a segunda, condicionando o funcionamento da UPA de Chapadinha a apoios políticos para si.

Acionado
O prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), é acusado pelo Ministério Público Estadual de cometer mais uma irregularidade em sua gestão.
Dessa vez, Dutra é acusado de desviar servidores públicos de função para serem agentes de trânsito no município.
Antes disso, o prefeito já foi acionado por ter colocado cores roxas nas paredes de prédios públicos. Segundo o MP, a intenção foi eleitoral.

Silêncio
Na sexta-feira, 8, durante visita à BR-135, o deputado federal Eduardo Braide fez praticamente a sua primeira aparição parlamentar após assumir uma vaga na Câmara.
O que chama a atenção nos últimos dias é o silêncio de Braide, que não se posiciona sobre temas polêmicos, como reforma da Previdência, por exemplo, e seu futuro partidário.
Ele corre o risco de errar como fez Eliziane Gama (PPS), que, em 2015, “sumiu do mapa” e depois tentou ser prefeita de São Luís. Na ocasião, ela foi mal votada, ficando em quarto lugar na disputa eleitoral.

DE OLHO

30 dias serão necessários para que saia um laudo da perícia sobre motivos para o desabamento do teto do Ginásio Castelinho.

E MAIS

• Parlamentares que compõem o grupo de oposição na Assembleia Legislativa do Maranhão retomaram, esta semana, o pedido de informações sobre o Fepa.

• O assunto praticamente sumiu do noticiário após manobras midiáticas do Governo, que preferiu promover o Carnaval e levar ao esquecimento os problemas. Diante do “esquecimento”, o assunto deverá voltar à Casa.

• E mesmo com um assunto tão delicado quanto o fundo para o pagamento dos inativos, Flávio Dino ainda mantém a postura de criticar a proposta de Jair Bolsonaro para a Previdência.

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