Estado do Samba

Samba pra agitar o Carnaval

12/01/2019
Bicicletinha do Samba começou em uma reunião de amigos

Arlindo Pipiu e Gutemberg Bogea chegam agitando o Estado do Samba, com Paulinho da Viola e Foi um rio que passou em minha vida. Veja na TV O Estado no formato digital.

JM – Quanto tempo a Bicicletinha agita nosso carnaval.

BC – Já se vão nove anos e tudo começou de uma agradável brincadeira em um estacionamento, entre os amigos. Rapaziada fazia uma feijoada pelo centro, ao final caíamos no samba e em seguida, depois de algumas caipirinhas e cervejas, saíamos pelas ruas do centro, com nossa bicicleta sonorizada. Foi aí que surgiu o nome do nosso bloco. Cantávamos marchinhas e sambas. E a coisa pegou logo. Essa foi a motivação para continuarmos com essa brincadeira e reviver os antigos carnavais, onde as famílias podiam sair para soltar sua alegria.

JM – Quando se decidiu estacionar a bicicleta e fazer o maior tempo parada?

BC – Foi quando o ambiente ficou pequeno, pois, começamos a fazer samba e gastronomia. A cada sábado era um prato diferente, mocotó, feijoada, etc… E o estacionamento não comportava mais o crescente público. Justamente, pensando em reviver os antigos carnavais nos mudamos para o calçadão do Hotel Central em frente a igreja, onde hoje temos todos os domingos, a Feirinha da Benedito Leite. No começo ainda circulávamos com a bicicleta, mas, logo, devido a grande mídia adquirida, ficou impossível circular pelas ruas. Um fato curioso, era que fazíamos no mesmo horário dos casamentos celebrados na Igreja da Sé, e, isso gerava muita irreverência, por parte dos noivos e padrinhos. Nós brincávamos, parabenizando os noivos e ainda arrancávamos a resposta imediata, com buquês sendo jogados para o bloco, noivas dançando, muito bom.

JM – Quando deixou de ser Bicicleta pra ser Bicicletinha do Samba?

BC – Nós fazíamos, além do samba, marchinhas, até sem duplo sentido, mas, muito irreverentes e agradava as crianças. Foi onde percebemos a invasão, muito bem recebida, das famílias. E aí, não teve jeito. Viramos, carinhosamente, Bicicletinha do Samba.

JM – Tocam marchas e outros ritmos, mas, a base é o samba?

BC – A gente busca trabalhar no samba de raiz, trazendo no repertório, compositores de todas as épocas e de sucessos, tipo, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, mas, sem esquecer nossas raízes, que são muito fortes, com nossos compositores.

JM – Esperavam esse grande sucesso?

BC – Francamente, não. Nós apenas gostávamos de nos divertir e fazer samba livre de qualquer compromisso, mas, tomou um rumo onde nós tivemos que unir o útil ao agradável, brincar e alegrar de forma profissional a todos. No começo, não tínhamos instrumentos de cordas. Era só na retinta, no apito e no grito.

JM – E pra esse ano?

BC – Começa neste sábado, a partir das 17 h e vai até as 23 h. As atrações convidadas estão sendo definidas conforme a agenda de todos, mas, podemos garantir, só atrações da melhor qualidade, alegria e muita paz. Na banda temos Joquinha, Arlindo Pipiu, Gutemberg Bogea, Julio Cunha, percussão, metais. Além do nosso espaço de sempre, nós também nos apresentaremos em diversas casas e circuitos de carnaval em São Luis e outras cidades do estado.

Nesse momento chega Edinho Sales, que é um dos agitadores e faz o convite a todos para participarem de um pré-carnaval de muita energia e encerramos mais essa edição do Estado do Samba com alegria musical do Bicicletinha do Samba. Veja matéria completa em formato digital na sua TV O Estado e nos acompanhe nas redes sociais. @oestadoma

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