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Caso Ivanildo Paiva: prisão preventiva para os suspeitos

Polícia pede que prisões temporárias dos suspeitos na morte do prefeito, sejam convertidas em preventivas; o vice-prefeito, José Rubem Firmo, é apontado como o mandante
Daniel Júnior 10/01/2019
Caso Ivanildo Paiva: prisão preventiva para os suspeitos Ivanildo Paiva com o seu vice, que segundo a polícia, encomendou a sua morte (Divulgação)

IMPERATRIZ - A polícia solicitou à Justiça que as prisões temporárias dos suspeitos de envolvimento do assassinato do prefeito de Davinópolis, Ivanildo Paiva, sejam convertidas em preventivas. Para o delegado Praxísteles Martins, um dos responsáveis pelas investigações, que ocorrem em Imperatriz, não há dúvidas de que José Rubem Firmo (PCdoB), que era vice-prefeito na época e está preso desde o dia 31 de dezembro do ano passado, foi quem arquitetou todo o crime, por motivos políticos e financeiros.

Documentos e anotações que ligam o ex-prefeito aos executores do crime foram encontrados pelos policiais durante uma busca realizada na casa dele. Apesar das provas, ele nega envolvimento no assassinato.

Dois dos oito suspeitos de envolvimento na morte foram colocados em liberdade. Para a polícia, Jean Dearles dos Santos Neres e Carlos Ramires Lima não tiveram participação direta no crime. A investigação aponta que Jean foi convidado mas não teria aceitado. Já Carlos Ramires, o Léo, teria emprestado o revólver calibre 38 para um dos executores mas não sabia para que ele seria usado.

Prisões

Além de José Rubem Firmo, permanecem presos os PMs Francisco de Assis Bezerra Soares, o Tita, e Willame Nascimento Silva, que de acordo com a polícia foram os executores; o mecânico José Denilton Feitosa, o Boca Rica; o motorista Douglas Silva, que teria cedido o carro para o crime; e o empresário José Antônio Messias, que forneceu uma quantia em dinheiro para a execução do prefeito.

O crime

Após ser sequestrado no sábado (10 de novembro), o corpo de Ivanildo Paiva, de 57 anos, foi encontrado amarrado na manhã do domingo, 11, com perfurações a tiros no peito, na cabeça, braços e costas, em uma área de plantação de eucalipto, no povoado Jussara, zona rural da cidade de Davinópolis.

Há informações de que ainda no sábado, homens não identificados foram até a residência da vítima e falaram com o caseiro. Eles teriam perguntado onde encontrariam terras naquela região para comprar e teriam chegado a pedir informações sobre o paradeiro de Ivanildo Paiva.

Na manhã seguinte, o caseiro não encontrou mais o prefeito e achou marcas de sangue pela residência da chácara. Ainda há informações de que ele foi sequestrado e teve os pés e as mãos amarradas e, logo após, foi executado por mais de dois criminosos. Os peritos do Instituto de Criminalística (Icrim) foram à chácara do prefeito e não encontraram evidências de luta corporal no local.

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