Política | Reunião

Presidente eleito se reúne com Temer na próxima quarta-feira

Jair Bolsonaro vai cumprir agenda com o presidente Michel Temer às 16h na quarta-feira; tema da reunião será a transição, que já está sendo organizada
03/11/2018

brasília
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), escolhido por Jair Bolsonaro para ser ministro da Casa Civil de seu governo, disse nesta sexta-feira (2) que o presidente eleito vai se reunir com Michel Temer em Brasília na próxima quarta-feira (7).
Ele passou a informação da agenda de Bolsonaro para jornalistas na frente da casa do novo presidente, na Barra da Tijuca (RJ). Onyx teve uma reunião de mais de duas horas com Bolsonaro.
"Na terça, ele vai para Brasília, se avista com os poderes. Na quarta, vai encontrar às 16h com o presidente Temer. E retorna na quinta", disse Onyx.
O deputado e o presidente eleito têm passado os últimos dias definindo nomes que comporão o próximo governo e a equipe de transição, que vai começar a funcionar em Brasília a partir da próxima semana. Ele já havia dito que Bolsonaro viajaria para a capital federal e se encontraria com Temer, mas a data ainda não estava definida.
Questionado sobre a reunião desta sexta com o presidente eleito, Onyx não quis dar detalhes. "Neste momento de transição, é hora de falar menos e trabalhar muito", afirmou.
Logo depois que Onyx saiu, Bolsonaro também deixou a casa, com escolta policial. Ele acenou para apoiadores que ficam em frente o condomínio onde mora o presidente eleito. A assessoria de Bolsonaro não informou para onde ele foi.
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que a "carta branca" concedida ao juiz Sérgio Moro no comando do futuro Ministério da Justiça e Segurança Pública não será uma exclusividade do magistrado. Em entrevista à RedeVida de Televisão, transmitida na noite de quinta-feira, (1º), Bolsonaro disse que todos os outros ministros terão liberdade para montar suas equipes e pautar demandas. "O que estou cobrando é produtividade", respondeu sobre a extensão da "carta branca" aos outros ministros.
Entretanto, ponderou que apesar da "carta branca", as decisões tomadas por todos os ministros, passarão primeiro por sua avaliação, antes de serem comunicadas para a imprensa e para o Congresso. "Foi assim que coloquei para o Paulo Guedes, quando falei que não entendia de economia. Não preciso ser médico para nomear ministro da Saúde. O que queremos é inflação baixa, taxa de câmbio controlada, não aumentar dívida interna, não aumentar carga tributária. Ele (Paulo Guedes) é renomado dentro e fora do Brasil. Temos que acreditar nele. Não temos outra alternativa. Como está o Brasil, a tendência é quebrar é transformar-se numa Grécia. Essa carta branca ele tem", acrescentou.

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