Estado Maior | COLUNA

Roberto Rocha como alvo

11/10/2018

A recente declaração à imprensa do deputado federal e senador eleito Weverton Rocha (PDT) sobre a postura que será adotada pela bancada maranhense no Senado a partir de 2019, não deixa dúvida quanto à condição aparentemente irreversível de alvo que se tornou o senador Roberto Rocha (PSDB), adversário do governador Flávio Dino (PCdoB).
Weverton deixou claro que ele e a também senadora eleita, Eliziane Gama (PPS), não vão buscar harmonia com Rocha, já que os dois juntos serão a maioria na bancada.
Pelo posicionamento do pedetista, ou Roberto Rocha se rende, ou será “engolido” pelos colegas parlamentares.
“Nós vamos dividir, porque nós vamos protagonizar o que for bom para o estado. Se o terceiro senador compreender que mudou e que o Maranhão deu um recado claro, ele vai nos acompanhar. Se não, a gente precisa é dos dois terços para poder aprovar o que precisar. E o Maranhão entendeu isso e está mandando agora os dois terços para lá”, disse.
O comentário do pedetista estava relacionado a um episódio recente na bancada maranhense em Brasília, sobre a distribuição de emendas.
Flávio Dino cobrava dos parlamentares o envio do valor integral colocado à disposição pelo Governo Federal. Rocha mandou apenas R$ 70 milhões, destes. Outros R$ 90 milhões ele incorporou às ações da Codevasf no estado.
“Essa harmonia é melhor não ter, porque essa harmonia foi justamente para boicotar o Maranhão. [...] Se for assim, é melhor a gente chegar dividido, dois a favor do Maranhão”, enfatizou o pedetista. Quanto à fala “boicotar o Maranhão”, analistas da cena política diriam “ser contrário aos interesses do governador”.
Pelo visto, além de amargar a derrota eleitoral, Roberto Rocha vai ter de se preparar para o “troco” por ter se tornado oposição a Flávio Dino.

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