Saúde

Hospital São Domingos realizará ações de sensibilização sobre a sepse 

13 de setembro foi instituído o Dia Mundial de Combate à Sepse, quando são realizadas campanhas de sensibilização da sociedade, para que conheça os sintomas e procure atendimento médico antes que quadro piore

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h29
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Mais de 400 mil casos de sepse ocorrem por ano no Brasil e 55% desses pacientes morrem em consequência da doença. Um dado agravante é que a maioria das pessoas morrem por não conhecerem os sinais de alerta desse problema de saúde, caracterizado como uma reação exagerada do organismo a uma infecção que leva as células de defesa a produzirem lesões no organismo. Devido à gravidade da doença, o dia 13 de setembro foi instituído Dia Mundial de Combate à Sepse, quando são realizadas campanhas de sensibilização da sociedade para que conheça os sintomas e procure atendimento médico. O Hospital São Domingos participa desse movimento, e nos dias 13 e 14 promoverá diversas ações informativas sobre essa doença.

De acordo com o coordenador da UTI do HSD, o médico José Raimundo Azevedo, a sepse começa com uma infecção, muitas vezes banalizada e tratada em casa com um anti-inflamatório. “Se a pessoa tem uma infecção e apresentar sintomas, como sonolência, febre e calafrios, sentir que o coração está acelerado, certa dificuldade para respirar e perceber que está urinando pouco, deve procurar assistência médica imediatamente”, alerta.

O médico informa que a falta de conhecimento sobre o que é a sepse e suas consequências acaba levando ao agravamento dos casos. Ele lembra que, ao surgimento dos sintomas, deve-se começar o tratamento o mais rápido possível. Caso contrário, poderá evoluir a óbito.

Como prevenção e combate imediato aos sintomas da sepse, o Hospital São Domingos conta com o Time da Sepse, formado por médicos, enfermeiros e outros profissionais de apoio, sob a coordenação de José Raimundo Azevedo, que conduzem o tratamento da doença seguindo rigorosamente as recomendações do Surviving Sepsis Campaign e da Assembleia Mundial de Saúde da ONU. O médico informa que o trabalho tem obtido sucesso, pois tem reduzido a mortalidade na Unidade. “Um levantamento que realizamos em 2017 e incluiu 188 pacientes mostrou que a mortalidade foi de 17,6%, ou seja, menos de um terço da mortalidade brasileira por sepse”, complementa.

Ações
A programação será aberta no HSD, no dia 13, às 9h, com a palestra voltada para profissionais de saúde com o tema “Sepse: identificação e manejo inicial no atendimento primário”, a ser proferida pelo médico Rodrigo Azevedo e a enfermeira Widlani Montenegro.

Neste dia, haverá também, às 15h, palestra na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), proferida pelo médico Carlos Coimbra e a enfermeira Carla Farias, bem como ação de sensibilização no Aeroporto Hugo da Cunha Machado, às 12h30, e no Golden Shopping Calhau, às 16h.

No dia 14, a partir das 9h, haverá palestra sobre a sepse na Universidade Ceuma, com Dr. Hiago Sousa e a enfermeira Daniele Cardoso; e na Faculdade Pitágoras, com o médico Ricardo Medeiros e a enfermeira Isnara Miranda.
Neste dia, também serão realizadas ações de sensibilização da população, a partir das 8h, no Terminal Rodoviário de São Luís, e a partir das 16h no Pátio Norte Shopping e no Shopping Passeio.

COMO A SEPSE SE DESENVOLVE

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