COLUNA

Desmascaramento

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h29

O discurso do presidente Michel Temer (MDB) contra o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin - que teve forte repercussão nas redes sociais e na imprensa desde quarta-feira -, caberia como uma luva no cenário atual do Maranhão. Qualquer um poderia sentar em frente a uma câmera e desmoralizar o discurso da mudança que o governador Flávio Dino (PCdoB) prometeu implantar há quatro anos, quando se candidatou ao governo.
Em primeiro lugar, Dino não pode se arvorar de ter implementado mudanças na Educação, na infraestrutura, quando, ao seu lado, estão ex-secretários como Gastão Viera, Pedro Fernandes, Fernando Fialho, Luis Fernando Silva e figuras conhecidas das frequências aos gabinetes palacianos, como Rogério Cafeteira, Stênio Rezende, Hélio Soares e a família Cutrim.
Se quis implantar a mudança, diria o crítico, utilizou-se dos mesmos atores para implementá-la.
A mudança que Dino implantou se deu com Rosângela Curado, presa por corrupção; com Simone Limeira, processada por corrupção, Carlos Lula, denunciado por corrupção, Weverton Rocha, réu no STF por corrupção; Márcio Jerry, inelegível por decisão judicial; Rubens Júnior, cuja mãe e o pai estão inelegíveis. Esta é a mudança que o Maranhão experimentou em quatro anos.

Líder oculto
A principal informação da pesquisa Escutec nem é a confirmação de segundo turno, que já havia se consolidado com os números do Ibope.
É o fato de a diferença entre o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney poder estar, dependendo da margem de erro, em apenas 2 pontos percentuais.
Faltando 30 dias para o pleito, isso significa que tanto Dino quanto Roseana podem chegar ao dia 7 de outubro na liderança da corrida eleitoral.

Quase 20
Os candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL) já têm, juntos, percentuais que podem variar entre 7% e 15% das intenções de voto.
E já se aproximam, os dois, da casa dos dois dígitos nas pesquisas, segundo revelou a pesquisa Escutec.
O crescimento de Rocha e Maura tem deixado os comunistas incomodados, sobretudo diante do desmascaramento de pesquisas favoráveis aos Leões.

Bombardeio
Como perceberam a impossibilidade de desestabilizar a campanha de Roberto Rocha, os comunistas, agora, miraram em Maura Jorge.
E têm tentado cooptar dirigentes e militantes do PSL para inviabilizar a candidatura da ex-prefeita de Lago da Pedra.
Maura, porém, com ou sem apoio da legenda, se mantém firme na trincheira de denúncia contra o governador comunista de Flávio Dino.

Pressão extra
A consolidação de Edison Lobão e Sarney Filho na disputa pelo Senado tem jogado pressão extra no governador Flávio Dino.
É que ele passou quatro anos vendendo a ilusão de que carregou nas costas a eleição do senador Roberto Rocha.
Agora, seus dois candidatos ao Senado cobram dele o suposto mesmo desempenho de há quatro anos.

Atentado I
A ex-governadora Roseana Sarney emitiu nota para expressar seu repúdio ao atentado sofrido pelo presidenciável Jair Bolsonaro.
- Só contribui para radicalizar ainda mais o processo eleitoral no Brasil - disse ela, ao avaliar que atos como esse ferem a democracia.
A candidata do MDB ao governo - que se recupera de uma virose - desejou pronto restabelecimento ao presidenciável…

Atentado II
O candidato a senador Sarney Filho também repudiou o ataque a Jair Bolsonaro.
- Há momentos em que as questões ideológicas, políticas e partidárias precisam ser relevadas. O esfaqueamento de Jair Bolsonaro é um deles - disse o candidato, para completar:
“Manifesto meu repúdio a este grave atentado, numa fase delicada da vida política do nosso país e o meu repúdio a qualquer forma de violência”.

DE OLHO

R$ 184 milhões Foi quanto arrecadou o governo Flávio Dino com IPVA no Maranhão, sob ameaça de tomar e vender em leilão os veículos dos devedores

E MAIS

• O Ibope será o primeiro instituto de pesquisa a medir o impacto da propaganda eleitoral na TV, com seu levantamento previsto para a segunda quinzena.

• Além de perder de capote para Lula, o presidenciável Jair Bolsonaro amarga derrota para Marina Silva quando o ex-presidente sai do cenário.

• A ex-governadora Roseana Sarney recebeu com serenidade os números da Escutec e disse que agora é arregaçar as mangas para “chegar ainda mais longe”.

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