COLUNA

O jogo começa agora

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h30

O jogo eleitoral tem início a partir de hoje, com o início do prazo das convenções partidárias. No entanto, no Maranhão, o clima não deve esquentar tanto na primeira semana desse período. A tendência é de que os bastidores fervam na segunda semana de prazo para as convenções, que vai até o dia 5 de agosto.
As convenções dos partidos que têm candidatos ao governo estadual estão marcadas para acontecer a partir do próximo dia 26, com o PSTU, partido que apenas cumprirá o que determina a Justiça Eleitoral, já que tem sua chapa majoritária consolidada entre os membros da sigla.
Depois vêm PSL, de Maura Jorge, e PCdoB - e outros partidos aliados -, de Flávio Dino. A candidata do PSL precisa de um vice e um candidato ao Senado. Já Dino virou mesmo as costas para as reivindicações do PT e confirmou que dia 28 escreve a ata da convenção com os nomes de Carlos Brandão como vice, Weverton Rocha e Eliziane Gama para o Senado. E o PT? O partido vive ainda em sua eterna incoerência com alas trabalhando somente para a sobrevivência dentro dos espaços dados pelo Poder Executivo a nomes que têm vez e voto na legenda. Talvez seja por isso que o governador não se preocupa com as reclamações dos petistas de terem que apoiar a candidatura de Eliziane Gama. Como já foi dito um dia: “vão ter que engolir” o que Flávio Dino decidiu.
O MDB reúne sua militância, e também de outros partidos aliados, como PV, PRP e PSD, para confirmar a candidatura de Roseana Sarney ao governo e de Edison Lobão e Sarney Filho para o Senado. Falta somente definir quem será o candidato a vice. Os debates estão sendo feitos e os emedebistas terão aí uma semana para chegar a uma conclusão.
O PSOL vem com Odívio Neto para governo do Maranhão, nome que será confirmado dia 2 de agosto. Por lá, assim como ocorre com o PSTU, não há muito debate a ser travado, porque as composições da chapa majoritária já foram definidas faz tempo.
E fechando o período de convenção vêm Roberto Rocha e seu PSDB. Por enquanto, não há partidos que coligarão com os tucanos. Rocha precisa fechar o nome de seu candidato a vice-governador e também definir quem será o segundo candidato ao Senado: se Waldir Maranhão ou se Zé Reinaldo Tavares. Os tucanos terão mais duas semanas para terminar as costuras já iniciadas desde a abertura da janela partidária para troca de partidos.
Depois das convenções, virá o período de pedido de registro de candidaturas e, logo depois, se iniciará a campanha em 15 de agosto. Em menos de um mês, os candidatos começarão a buscar de forma legal o voto de cada eleitor.

Incoerência
O PT vive em sua eterna incoerência interna. Trabalha somente por espaços que garantam cargos públicos aos seus principais membros.
Desde que o ex-presidente Lula assumiu o comando do país, o PT se tornou um partido forte, chegando a ter grande quantidade de governadores e prefeitos Brasil afora.
No Maranhão? Os petistas, sempre pensando em causa própria de seus militantes, têm loteado o partido e, mesmo com a força da sigla nacionalmente, nunca aproveitou para ter uma legenda realmente forte no estado.

Ah, o PT!
A maior prova de que os petistas do Maranhão estão preocupados somente com o que pode ser oferecido no governo Dino ou de seus aliados é a situação difícil em que o PCdoB quer colocar o partido.
Flávio Dino decidiu que a legenda terá de dar seu tempo partidário para Eliziane Gama ser candidata ao Senado. A mesma Eliziane que atuou fortemente contra o PT na CPI da Petrobras. A mesma deputada que disse que a corrupção atingiu o ápice no governo petista.
E além de Gama, o PT do Maranhão terá que engolir outros “desafetos” também aliados de Dino, como André Fufuca e Juscelino Filho.

Apoios
A pré-candidata ao governo pelo MDB, Roseana Sarney, recebeu importantes apoios na cidade de São José de Ribamar, cidade hoje administrada pelo ex-aliado da emedebista, Luis Fernando.
De lá, o presidente da Câmara de Vereadores, Beto das Vilas, organizou uma reunião para que outros vereadores e também ex-vereadores declarassem apoio à ex-governadora.
Também recebeu apoio das lideranças políticas de Ribamar o pré-candidato ao Senado, Sarney Filho (PV). São José de Ribamar é um dos cinco maiores colégios eleitorais do Maranhão.

Como assim?!
O governador Flávio Dino (PCdoB) tropeçou ontem, em rede social, ao afirmar que “sempre ajudou” o Hospital do Câncer Aldenora Bello.
Em 2017, por exemplo, negou emendas de mais de R$ 1 milhão de deputados da oposição para suporte ao hospital.
Vetou emendas de Andrea Murad (R$ 200 mil), Edilázio Júnior (R$ 200 mil) e Eduardo Braide (R$ 700 mil). Portanto, não pode dizer que sempre ajudou o hospital.
Colapso
A bancada de oposição, aliás, já havia alertado o governador Flávio Dino sobre a possibilidade de um colapso no Hospital Aldenora Bello.
Andrea Murad, Adriano Sarney, Edilázio Júnior, Braide e Sousa Neto cobraram, em 2017, atenção especial à unidade, que é referência no tratamento de Câncer no estado.
O hospital comunicou, na semana passada, que no dia 12 de agosto deverá fechar o SPA, o Atendimento Domiciliar e o Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos.

Golpe?
Aliados do governador Flávio Dino e do deputado federal Weverton Rocha preparam uma espécie de boicote à pré-candidatura e ao partido [PPS] da deputada federal Eliziane Gama ao Senado.
Reunidos no início da semana, os partidos decidiram vetar a possibilidade de escolha, pelo PPS, de alianças para a composição de chapas proporcionais. A sigla teria de entrar no chamado “chapão”.
Gama não aprova a ideia e tenta fechar aliança com o PTB, PEN e PROS. Mas isso tem irritado “aliados” da popular-socialista, que alertam para uma possível debandada ao seu projeto.

DE OLHO
R$ 48,8 milhões é o valor já gasto, em 2018, com a contratação de pessoal por tempo indeterminado pela Secretaria Estadual de Educação.

E MAIS

• O PSC pode fechar aliança com o MDB, indicando o nome do candidato a vice-governador na chapa da pré-candidata ao governo, Roseana Sarney.

• O deputado federal Pedro Fernandes levou ao máximo a sua incoerência partidária. Aliado de Michel Temer nacionalmente, decidiu não acompanhar o caminho nacional de sua legenda, que foi coligar com o PSDB.

• Fernandes, que investe na eleição do filho, vereador Pedro Lucas, a deputado federal, deixará o PTB ao lado de Flávio Dino, de um partido completamente oposto do PSDB.

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