Eterno coadjuvante

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h30

Nem mesmo a forte popularidade do ex-presidente Lula e o grande número de eleitores que ele sempre teve no estado conseguem fazer do PT um partido forte no Maranhão.
Sem grandes lideranças, mais uma vez a legenda vira chacota eleitoral quando tenta impor condições para apoiar esta ou aquela candidatura majoritária nas eleições do Maranhão.
Seja nas eleições municipais ou nas estaduais, o PT maranhense nunca consegue ser protagonista e nem de longe faz jus ao título de partido do ex-presidente Lula, que continua tendo a maioria das intenções de voto do eleitorado no Maranhão.
Parece faltar popularidade ou competência aos líderes petistas, que se fragilizam mais pela eterna disputa interna mantida pelas diversas correntes que formam o partido.
E essa queda de braço interna não permite que o PT firme posição e se fortaleça como partido.
Pior ainda: dirigentes da legenda se contentam com cargos de segundo e terceiro escalões, abrindo mão do espaço de poder que poderia almejar pela força eleitoral que tem no Maranhão.
E assim o PT maranhense segue sua trajetória de partido relegado ao papel de eterno coadjuvante, sem prestígio e peso político.
Segue o roteiro de teatro mambembe, subindo ao picadeiro somente para fazer a alegria dos que estão no poder.
Agindo assim, os que trocam o partido por migalhas vão acabar enterrando o PT no Maranhão.

Ninguém ligou
Nem mesmo os integrantes do próprio PT levaram a sério a candidatura do sindicalista Aníbal Lins ao Governo do Estado.
Lins apresentou seus interesses de ser candidato, semana passada, à cúpula do partido, que a recebeu com a cara que já dizia tudo sobre seu futuro.
Além de não mobilizar qualquer grupo interno, o sindicalista enfrenta o fato de que, no Maranhão, o PT já está de caminho definido, queira ou não.

Presente…
O senador Roberto Rocha (PSDB) dá cada vez mais sinais de que deve escolher o deputado Waldir Maranhão (PSDB) para a segunda vaga de candidato a senador em sua chapa.
Até a data da convenção tucana, 4 de agosto, dia do aniversário de Rocha e de Waldir, é uma espécie de provocação ao ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB).
O senador tucano já nem conta mais com Tavares em suas comitivas interioranas.

...de aniversário
Enquanto Rocha encaminha presente de aniversário a Maranhão, José Reinaldo é obrigado a, mais uma vez, ter de desmentir sobre sua candidatura ao Senado.
Ontem, agentes ligados ao PSDB na imprensa voltaram a dizer que o ex-governador estaria disposto a sacrificar sua candidatura de senador pelo apoio a Eduardo Braide (PMN).
José Reinaldo não apenas desmentiu, de novo, a fake news, como reafirmou sua disposição de concorrer pelo ninho tucano.

Nem aí
Enquanto José Reinaldo Tavares se desgasta em defesa do seu nome, Eduardo Braide mantém um silêncio sem precedentes quando o assunto é disputa pelo governo.
Apesar do apoio de legendas como Avante, Rede, PHS e PSC - o que já lhe garante algo em torno de meio minuto de propaganda, o deputado se fecha em copas.
O silêncio já incomoda também a deputada federal Luana Alves, que se transferiu para o PSC exatamente para defender a candidatura de Braide.

Bolsomínions
Tentando se firmar como a opção bolsonarista no Maranhão, a pré-candidata do PSL a governadora, Maura Jorge (PSL), agora terá que dividir a cena com outro nome da direita maranhense.
O coronel reformado do Exército, Monteiro Segundo, confirmou sua pré-candidatura a governador pelo PHS, com forte ênfase nos conceitos de Bolsonaro.
Com a vantagem de ter sido contemporâneo do capitão do Exército que hoje quer ser presidente do Brasil.

Senado
Outro bolsomínion maranhense a entrar na disputa majoritária deve ser o médico Alan Garcez.
Ele quer ser candidato a senador invocando os princípios que norteiam a candidatura presidencial da direita.
Detalhe: Garcez, assim como todos os demais adeptos da campanha bolsonarista, detesta ser chamado de bolsomínion.

DE OLHO

R$ 150 milhões É a quanto devem ser reduzidos os recursos dos aposentados maranhenses aplicados em bancos e em que Flávio Dino passou a botar a mão desde 2015.

E MAIS

• Nem Márcio Jardim, nem Aníbal Lins, muito menos Raimundo (ou Nonato?) Chocolate e Adriana (ou Sandra?) Sindicalista; o PT vai mesmo é com o PCdoB no Maranhão, quer queira, quer não.

• A grande dificuldade para Maura Jorge emplacar como candidata de Bolsonaro é a sua quase nenhuma relação com ele antes da campanha de 2018.

• Os comunistas maranhenses têm criticado a foto em que Roberto Rocha aparece comendo mocotó. Mas e o que dizer da artificialidade de Flávio Dino batendo matraca em pleno Carnaval?

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