Por menos, caiu Jackson

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h31

O ex-governador Jackson Lago (PDT) foi cassado por uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que resultou na declaração da nulidade de sua eleição pelo Tribunal Superior Eleitoral. A Aije que levou à cassação do pedetista se baseou em dois fatos: pedidos de votos explícitos em Codó e em São José de Ribamar, fora do período permitido.
A julgar pela ação contra Jackson, iniciada em 2007 e julgada em 2009, o governador Flávio Dino (PCdoB) e seus aliados têm muito com o que se preocupar com suas condutas nas eleições de 2018. Afinal, já são tantas denúncias catalogadas apenas na pré-campanha que deixam as ações contra o pedetista no chinelo.
Se houver um julgamento justo, sério e com base única nos fatos, Flávio Dino não tem como escapar de uma condenação eleitoral - seja antes do pleito, contra o registro de sua candidatura, seja depois, caso ele venha a se eleger com base nas práticas já documentadas.
Flávio Dino pediu votos explicitamente em evento proibido - assim como Jackson; o governador fez campanha aberta no pátio do Palácio dos Leões (o que Jackson não fez) e o comunista usou a estrutura do governo para se promover e prejudicar adversários (Jackson também não fez).
Não há dúvida de que o pleito eleitoral de 2018 já está contaminado por ações suspeitas, condutas vedadas e prováveis infrações ao Código Eleitoral, qualquer que seja o seu resultado. E todos esses atos denunciados serão analisados em ações de investigações, impugnações e recursos contra a eleição. E foi por menos disto que Jackson Lago caiu.

Deboche
O governador comunista e seus aliados mais próximos parecem debochar da Justiça e do povo maranhense.
O secretário de Comunicação, Edinaldo Neves, por exemplo, passou a quinta e a sexta-feira repetindo fotos e ironias contra a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e seus aliados.
Mesmo já tendo sido denunciado por disseminação de notícias falsas, o auxiliar de Dino parece ser outro a se achar acima do bem e do mal. E inalcançável pelas leis.

Condenados
Nenhum especialista maranhense em direito eleitoral tem dúvida de que o governo comunista, reeleito ou não, enfrentará ações que pordem resultar na inelegibilidade de seus agentes.
Alguns deles já escreveram artigos em jornais catalogando atos já cometidos por Flávio Dino e seus agentes, apontando que 2018 não acabará em dezembro.
E muitos destes agentes - eleitos ou não - fatalmente deverão estar de fora dos pleitos de 2020 e 2022.

Livre exercício
O deputado Eduardo Braide (PMN) esclarece que sua ação relacionada à Rádio Timibira não prevê fechamento da programação da emissora.
Braide disse que pediu ao Ministério Público que investigue o uso da rádio para favorecer o governador Flávio Dino e seus aliados.
Ele defende a livre manifestação da imprensa, mas acha desigual a manipulação em favor de um candidato.

Laranja
Para quem não se lembra, o atual secretário de Comunicação de Flávio Dino, Edinaldo Neves - divulgador da fake news contra Roseana - tem histórico de ações indignas na política.
Em 2012, ele foi candidato a prefeito apenas para atacar adversários do então candidato Edivaldo Júnior - com programas produzidos pela própria equipe do hoje prefeito.
E continuou a agir sorrateiramente, até chegar à Secap do governo Flávio Dino e ser flagrado em um ato que pode levar à anulação do pleito de outubro, segundo o TSE.

Enxurrada
Se depender dos partidos de oposição, os comunistas maranhenses vão ter de se explicar à Justiça antes, durante e depois da campanha eleitoral de 2018.
São tantas as ações e representações contra a ações praticadas na pré-campanha, que esses processos tendem a se avolumar ao longo do pleito.
O pior é que muitos desses denunciados se dizem conhecedores das leis e dos seus direitos e deveres.

Som e imagem
O PRP, o PV e o MDB são os mais ativos na luta pela transparência do pleito eleitoral e nas denúncias de ações praticadas contra o processo legal pelos comunistas.
Mas outros, como PSL, de Maura Jorge; PMN, de Eduardo Braide, e o PSDB, de Roberto Rocha, também gritam contra os desmandos de Flávio Dino e companhia.
E a batalha continuará dura também no horário eleitoral, quando as denúncias ganharão rosto, voz e imagens, comprovando as práticas ilícitas.

DE OLHO
26% Foi quanto passou a ser cobrado como alíquota do ICMS para combustíveis no Maranhão, por determinação de Flávio Dino, desde 2017.

E MAIS

• Golpistas andam clonando celulares de políticos do Maranhão com a finalidade aplicar golpe por meio de redes sociais. Os criminosos solicitam depósitos bancários, valendo-se da boa-fé das pessoas.

• O deputado estadual Adriano Sarney (PV) foi uma das vítimas da clonagem. Ao tomar conhecimento, emitiu nota esclarecendo serem falsas mensagens emitidas por meio da réplica de seu número pessoal.

• Condenado liminarmente em uma das ações no TRE, Hildélis Duarte Júnior repetiu a cantilena de sempre, e que “é professor e sabedor dos seus direitos e deveres”. Parece que não.

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