Estado Maior

Não basta falar

13/04/2018

O governador Flávio Dino (PCdoB), sua assessoria de comunicação, blogueiros e jornalistas alinhados ao Palácio dos Leões adotaram uma resposta ensaiada para tentar rebater as críticas à viagem do comunista a Curitiba – em visita a Lula –, enquanto o Maranhão sofria com as enchentes em vários municípios. Para explicar os custos das passagens da viagem particular de Dino, eles adotaram a tática de dizer, apenas, que foram pagos por ele mesmo.
Mas não basta dizer. Dino tem de provar que pagou suas passagens do próprio bolso. E até agora não fez isso.
Teve blog que até publicou imagem – ao que tudo indica distribuída pelo próprio Palácio dos Leões – com Dino em um ônibus de transporte interno do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando de sua volta da capital paranaense, provavelmente para provar que ele viajou em avião comercial.
Mas ninguém questionou se sua viagem foi de avião particular. Até porque, se isso tivesse ocorrido, nem era necessário este debate todo, pois provado já estariam os gastos de dinheiro público para o governador fazer política.
O que se pergunta – e agora de forma oficial, com documentos da Assembleia Legislativa – é quanto custou o passeio proselitista do comunista, quem pagou, de que forma, e a quem. E essas respostas precisam ser dadas, porque Dino é simplesmente o governador do Maranhão. E como tal, pode ter cometido um crime com viéis administrativo e eleitoral.

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