Estado Maior

Golpe partidário

17/01/2018

O governador Flávio Dino (PCdoB) tenta, há meses, aplicar um golpe partidário no DEM maranhense, nos mesmos moldes do que aplicou recentemente no PT. Ele quer botar na legenda aliados já atuantes no seu governo, para vender a ideia de que contemplou o partido, o que, na prática, é apenas uma tática de cooptação. O pior é que, não se sabe a que preço, os dirigentes do DEM maranhense parecem inclinados a aceitar tal jogada, que ainda não se concretizou porque os dirigentes nacionais do partido, já mais ressabiados, perceberam o jogo comunista.
A mesma esperteza Dino usou com o PT, ainda no fim do ano passado. Ele determinou a filiação no partido de gente que já estava contemplada em seu governo, a exemplo do ex-delegado-geral Lawrence Mello. E ainda contou com a anuência do presidente regional Augusto Lobato - também atrelado ao seu governo - que anunciou aos petistas a abertura de espaços no governo. Que espaços? - perguntaram petistas, que, desde então, passaram a cobrar explicações de Lobato.
Para fazer o mesmo com o DEM, o governador tentou, primeiro, filiar na legenda o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) numa clara prova de que sua ideologia comunista é de araque. Agora, tenta levar para o partido seus próprios auxiliares.
Dino pretende ter o DEM em sua coligação, já que não poderá mais contar com o PSDB e, provavelmente, perderá também o PSB. Mas a artimanha usada pode até enganar os incautos maranhenses, como parece. Mas esbarra nas raposas democratas de Brasília.

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