Economia | Liderança

Grupo Mateus diz que ficará 5 anos à frente dos concorrentes

Empresário Ilson Mateus afirma que construção do Centro de Distribuição (CD), em fase de conclusão na BR-135, em São Luís, será um grande diferencial e contribuirá para triplicar a produção das indústrias
Ronaldo Rocha / Da Editoria de Política02/09/2017
Grupo Mateus diz que ficará  5 anos à frente dos concorrentesEmpresário Ilson Mateus percorre loja na Cohama, onde também funciona o centro administrativo do grupo (De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS - O presidente do Grupo Mateus, Ilson Mateus, afirmou, com exclusividade a O Estado, durante a comemoração do aniversário de 31 anos do empreendimento, que, com a consolidação do Centro de Distribuição (CD) – já em fase de conclusão na BR-135 -, o grupo se colocará pelo menos cinco anos à frente dos concorrentes no estado.

O projeto está dividido em quatro etapas para construção do CD e do complexo de Indústrias de Perecíveis, numa área total de 122 mil m². O investimento foi de aproximadamente R$ 200 milhões.

Com o funcionamento do CD, o Grupo Mateus modifica todo o sistema de logística e terá capacidade de triplicar a capacidade de produção das indústrias e consolidar um processo de eficiência de abastecimento das lojas.

“Esse será o nosso grande diferencial. Depois de finalizar, preparar gente, treinar nossa equipe, o pilar principal será a logística. Uma empresa não consegue funcionar se não tiver uma logística estruturada. Essa unidade que estamos fazendo aqui em São Luís vai nos habilitar para estar à frente dos nossos concorrentes por no mínimo cinco anos. Vamos estar três passos à frente de qualquer concorrente. E qualquer concorrente que queira ter o nível de competitividade terá de vir para o Maranhão e ter estrutura”, enfatizou.

Ilson Mateus explicou a O Estado o que na prática o que muda para o grupo, a partir do momento em que o CD estiver em pleno funcionamento. “Muita coisa vai mudar. Toda a linha seca, por exemplo, ficará num só lugar. Hoje atuamos com cinco depósitos espalhados. Temos hoje uma operação muito truncada. Para se ter noção do nível de grandeza desse investimento, toda venda que fazemos hoje no atacado vem de Imperatriz porque aqui não temos capacidade de estocagem. O transporte é um gasto grande. Segundo: temos vários depósitos alugados e terceiro ponto, tão importante quanto, será a centralização de todos os perecíveis. Temos hoje uma peixaria em cada loja. Agora, iremos fazer todo o processamento de peixes numa só unidade. Vamos trazer para as lojas tudo pronto, com atmosfera modificada, embalagem padronizada, então, o que o consumidor observar numa loja vai observar em todas”, completou.

Dados

Na Indústria de Perecíveis, estará incluída a fábrica de frios, salgados, pães, bolos, doces, carnes, peixes, sucos, sorvetes, massas frescas, pizzas, hortifruti (verduras, saladas prontas, frutas secas e cristalizadas) e comidas prontas no sistema cook and chill [congelamento e regeneração para venda], com produção diária de 100 toneladas. Em cada ambiente, serão realizados serviços personalizados de tratamento e preparação dos produtos, que chegarão nas unidades já higienizados, tratados e fatiados em embalagem de última tecnologia, com ar purificado. Tudo com o Selo de Inspeção Federal (SIF).

O CD situado na BR-135 também contará com fábrica de despojos gerados na produção. Farinha de carne, peixes e ossos, sebo, e óleo de peixe, serão destinados para as indústrias farmacêuticas e de cosméticos. A água será tratada e reutilizada (a exemplo do uso no sistema de banheiros) e devolvida para a natureza sem agressão ao meio ambiente.

Mais

Empregos gerados

Ao todo, serão gerados mais de 2.000 novos empregos diretos para compor o quadro geral do empreendimento, que conta com investimento de aproximadamente
R$ 200 milhões.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte