Islã no Maranhão

Atualizada em 11/10/2022 às 12h38

Um grupo de cidadãos barbudos, com turbantes ou túnicas, e vestidos à moda árabe, tem chamado a atenção nas ruas de alguns municípios maranhenses. E desperta o misto de temor, antipatia e admiração, o que tem dividido opiniões no Maranhão.
E a história ganhou também os meios políticos, com comentários de deputados e vereadores nas sessões da Assembleia e Câmaras.
Os muçulmanos paquistaneses chegaram ao Maranhão pela Baixada Maranhense, oriundos de Belém. Desde então, estão sendo monitorados pela Polícia Federal, segundo revelou reportagem de O Estado, na edição de ontem. Mas a língua e os modos estranhos ao povo ocidental dificultam informações. E a presença, no momento em que o terror islâmico se espalha pelo mundo, gera a polêmica em torno dos paquistaneses.
Uma das imagens mostra os homens carregando um botijão de gás, em Pinheiro, o que gerou temor entre os habitantes da cidade.
Na Assembleia Legislativa, apesar de nenhum discurso - ainda - ter tratado da presença dos seguidores de Alah, alguns deputados defendem uma vigilância permanente. Argumentam se os cristãos teriam a mesma liberdade para circular nos países muçulmanos e, principalmente, professar sua fé, como eles têm feito, agora, em São Luís.
Mas o fato é que o Islã está entre nós. Se em missão de paz, para professar sua fé ou para cooptar jovens, só uma investigação minuciosa dirá. E tranquilizará a população, já tão ressabiada por atentados mundo afora.

Esvaziado
Apesar de anunciado na propaganda do evento, o governador Flávio Dino (PCdoB) não fez a palestra de abertura no encontro de vereadores, marcada para ontem.
A reunião com os parlamentares foi cercada de polêmica, porque gerou a desconfiança de prefeitos de todo o estado.
E a polêmica acabou por afastar o próprio chefe comunista, esvaziando o evento.

Foro privilegiado
Deputados maranhenses devem voltar suas atenções para o Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, quando serão julgadas as restrições ao foro privilegiado.
Podem ser atingidos pela decisão os três pré-candidatos a senador no grupo do governador Flávio Dino - os deputados José Reinaldo, Waldir Maranhão e Weverton Rocha.
Todos eles têm algum tipo de inquérito ou processo em tramitação no STF e podem ter de responder aos juízes de base.

De corpo presente
Já está na tréplica a polêmica envolvendo o deputado Eduardo Braide (PMN) e a Prefeitura de São Luís, por causa da reforma do Mercado do Anjo da Guarda.
Braide destinou R$ 400 mil em emenda para a reforma da feira, mas os auxiliares de Edivaldo Júnior não gostaram e garantiram que já tinham R$ 5 milhões para a obra.
Braide, então, convidou o próprio prefeito para irem, juntos, a uma reunião com os feirantes, o que ainda não foi respondido por Edivaldo.

Alagamentos
Outra fonte de dor de cabeça para Edivaldo Júnior são as chuvas, que teimam em cair fortemente, mesmo às vésperas do mês de junho, sob a capital maranhense.
As que caíram na tarde da última segunda-feira deixaram boa parte dos bairros de São Luís alagada, por falta de drenagem.
E nem as promessas de reparos e recuperação das redes de drenagem têm sido cumpridas pela Prefeitura.

Futebol e política
O deputado Sérgio Frota (PSDB) tem usado o Sampaio Corrêa como mote político nos programas do seu partido.
Presidente do clube maranhense, ele foi responsável pela ascensão da Bolívia à Segunda Divisão do futebol brasileiro, mas também é responsabilizado por sua queda, no ano passado.
Mas a aparição no programa do PSDB mostra que Frota está mesmo pronto para ter a Bolívia Querida como mote em 2018.

Idosos
Em meio à polêmica envolvendo a prisão de bacharel em Direito acusado de agredir a própria mãe, o vereador Gutemberg Araújo (PSDB) lançou uma campanha inusitada.
Ele pediu nas redes sociais que a população mostrasse seu amor e respeito aos idosos publicando fotos com mensagens de carinho aos próprios pais.
Para o parlamentar, é uma forma de homenagear também a professora Joseth Freitas, a vítima do filho bacharel.

Em recuperação
Com alta médica do hospital onde estava internado há quase um mês, em Teresina, o presidente da Assembleia, Humberto Coutinho, já está em casa.
Mas ele deve permanecer em Caxias pelo menos por mais 15 dias, para se recuperar por completo.
Coutinho retirou parte do intestino, comprometido por um difícil tratamento de câncer.

E MAIS

• Não repercutiu bem entre os deputados a declaração do líder governista Rogério Cafeteira de que os secretários-candidatos devem ficar nos cargos até o limite da lei.

• Vice-presidente da Câmara Municipal, o vereador Osmar Filho (PDT) se prepara para assumir o comando da Casa, apostando na eleição de Astro de Ogum para a Assembleia.

• O vereador Pavão Filho tem feito gestões para assumir a Secretaria Municipal de Educação, mas enfrenta resistências na Prefeitura.

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