Estado Maior

Ameaça interna

31/03/2017

O Palácio dos Leões comemorou - discreto, mas entusiasmado - o revés do deputado federal e líder do PDT no Maranhão, Weverton Rocha, que virou réu em ação no Supremo Tribunal Federal, ainda por causa da sua atuação no polêmico desmonte do Ginásio Costa Rodrigues, durante o governo Jackson Lago (PDT).
A felicidade dos leoninos, sobretudo do núcleo mais próximo ao governador Flávio Dino, se dá pelo fato de ser Weverton, hoje, o que se chama na política de “inimigo íntimo” - aquele que está vinculado a um projeto, mas não faz parte pessoal do projeto.
Desde que deixou o governo Jackson Lago, Weverton Rocha se transformou, em menos de 10 anos, num dos homens mais poderosos da política maranhense. Controla, com mão de ferro, e força nacional, um dos partidos com o maior tempo na propaganda eleitoral gratuita. Além disso, tem sob sua batuta dezenas de prefeitos, vários deputados estaduais e vereadores, e até mesmo deputados federais, que seguem fielmente suas orientações políticas.
Além disso, é tido como controlador de um dos maiores grupos de comunicação do Maranhão, com tentáculos em vários municípios e uma centena de jornalistas alinhados. Por tudo isso é visto como uma ameaça interna ao projeto de poder do governo comunista de Flávio Dino.
Pré-candidato a senador, o pedetista seria um entrave ao desejo do governador, de ter em sua chapa os aliados Waldir Maranhão (PP), fiel cumpridor de missões, e José Reinaldo Tavares (PSB), espécie de padrinho político da vida pública de Flávio Dino. Por tudo isso o Palácio dos Leões só faltou soltar foguete em comemoração ao revés do pedetista.

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