Cidades | Rua Grande pede socorro

Comerciantes fazem apelo por reforma emergencial da Rua Grande

Ideia é que obras sejam executadas antes da chegada das festas de fim de ano, quando o maior centro de comércio popular de São Luís recebe milhares de consumidores
24/09/2016

Mais um final de ano chegando e a Rua Grande, principal cen­tro do comércio popular de São Luís, segue sem as tão necessárias reformas, alardeadas já há algum tempo, tendo or­dem de serviço assinada em abril de 2015. E o pior é que os comerciantes vislumbram que a via deve passar mais esse período de intenso movimento de compras sem ver nenhuma melhoria sequer.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de São Luís, Fábio Ribeiro, ressalta que a Rua Grande é a principal artéria da capital. Funciona como a espinha dorsal do comércio maranhense e, por conta da grande aglomeração de pessoas, é o lugar em que tudo ocorre e para on­de todos que querem visibilidade afluem, inclusive os participantes das caminhadas mais importantes dos candidatos no período eleitoral.

Para o líder lojista, a demora da reforma vai muito além de se querer ou não iniciar as obras, pois todos os trâmites referentes ao processo (abertura de processo, edital, licitação, assinatura de contrato e empenho de recursos) já foram realizados, faltando, efetivamente, apenas a liberação da verba.
Ribeiro ainda afirma que, para este fim de ano, se faria necessária pelo menos uma “maquiagem” na Rua Grande, para se minimizar os problemas mais graves, como lama escorrendo a céu aberto. Ele também diz que, mesmo após concretizada a reforma, algumas questões tem que ser revistas, como a presença do comércio informal na região e a poluição sonora.

Tudo isso acaba afastando o cliente, que prefere ir para os shoppings, onde há segurança, ambiente climatizado e estacionamento.
“Sabemos que em todo lugar essa concorrência é boa, mas mes­mo com todos os problemas a Rua Grande sempre será grande”, afirmou o presidente.

Visita
A Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís está organizando uma comissão para visitar a atual presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, que já foi superintendente do órgão no Maranhão e, por isso, conhece a realidade da cidade.

Além de parabenizá-la pelo car­go, assumido depois de mais de 30 anos na superintendência do órgão no Maranhão, vão conversar especificamente sobre a situação da Rua Grande, que, segundo Fábio Ribeiro, era uma das principais “fixações” de Kátia Bogéa quan­do estava no Iphan-MA.

E não são poucos os problemas que se acumulam com o passar dos anos, prejudicando comerciantes e consumidores.

Na parte de infraestrutura, as calçadas já estão completamente destruídas. As pessoas andam ou saem tropeçando em buracos, pedras e lixo. Se alguém decide andar pela rua, o pé resvala em um paralelepípedo solto ou ainda corre o risco de afundar em alguma das poças de água, ou esgoto, formadas na mais famosa rua da cidade.

E ainda há o caso dos ambulantes. Durante um tempo, eles foram remanejados para as transversais da Rua Grande. Aos poucos, foram retornando, montando uma banquinha em um canto, uma cadeira na beirada da calçada e, por fim, já estão de volta ao local anteriormente proibido. Eles vendem tudo, de brinquedos, roupas, perfumes, eletrônicos a alimentação.

Novela
A obra faz parte do Programa PAC Cidades Históricas, do Governo Federal. Já foram disponibilizados R$ 133 milhões em aporte financeiro para 44 obras de restauração de componentes históricos em São Luís. R$ 28 milhões estavam destinados à Rua Grande.

Mas, até então, a obra não foi executada. Com diversos adiamentos e desculpas. O certo é que a reforma, cuja última data prevista para começar foi março deste ano, ainda não tem prazo para início.

Entre os serviços que estavam previstos para acontecer na Rua Grande (no período de um ano e meio) estão a instalação subterrânea da fiação elétrica, a colocação de bancos e luminárias e a substituição do piso original e nivelamento da passagem dos pedestres, além da colocação de rampas e referências para pessoas com algum tipo de limitação física. As obras também seriam divididas em 12 etapas e feitas por quadras, para não paralisar totalmente o comér­cio na região.

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