O Mundo | 11 de setembro

Nova York 15 anos depois dos atentados terroristas

Maranhenses falam de suas impressões da cidade que, no dia 11 de setembro de 2001, foi alvo de um dos maiores ataques terroristas da história
Poliana Ribeiro de O Estadoma.com11/09/2016 às 07h00
Novo World Trade Center, erguido anos depois dos ataques a Torres Gêmeas

Em choque, assim como o resto do mundo, a então universitária Priscilla Costa acompanhou, em São Luís, a cobertura de um dos maiores atentados terroristas da história. Quinze anos depois, ela teve a oportunidade de visitar Nova York, no mês passado, e viu de perto o Memorial e o novo World Trade Center, erguidos no lugar das Torres Gêmeas, que vieram abaixo após terem sido atingidas por aviões sequestrados por terroristas da Al Qaeda, resultando na morte de milhares de pessoas.

“Tu pensas que é coisa de filme. Na verdade, nem soube de fato, estava muito confuso na hora. Notícias vindo, e eu fiquei sem noção, até porque era longe da gente. No outro dia é que fui tomar realmente a dimensão da coisa. E estando lá, ao vivo e a cores, no local da tragédia, doeu bastante. Sensação pesada demais. Quando a gente olha mais de perto consegue sentir mais um pouco a dimensão do que foi aquilo”, relata a relações públicas.

Para a jornalista e fotógrafa Beatriz De Ruiz, a lembrança mais forte daquele dia foi a preocupação da família com a tia que morava em Nova York. “Eu era bem nova na época, tinha uns 12 anos, mas lembro da minha avó dizendo para a minha mãe que estava tudo bem com a minha tia, até porque ela morava longe de Manhattan”, conta. Quinze anos depois, Beatriz De Ruiz mora – há 4 anos e 8 meses – na cidade e conhece bem os traumas que aquele 11 de setembro deixou para os seus moradores.

Segundo ela, Nova York parece viver sempre em estado de alerta. “Toda vez que tem algum ataque terrorista em qualquer lugar do mundo, entramos em estado de alerta, afinal, Nova York é a capital do mundo. E quando isso acontece, meus pais são os primeiros a me alertar para não ir a lugares tumultuados, como, por exemplo, a Times Square”, explica.

Beatriz também destaca que, após o 11 de setembro, para muitas pessoas, os nova-iorquinos tornaram-se mais solícitos. “Tem muita gente que fala que, antes do 11 de setembro, o nova-iorquino era muito egoísta. Ninguém estava nem aí para o seu vizinho, todo mundo cuidando só das suas vidas. E que depois do 11 de setembro, que muita gente morreu, muita gente perdeu familiar, as pessoas dizem que os nova-iorquinos ficaram mais solícitos”, revela ela.

A jornalista e fotógrafa Beatriz De Ruiz mora há quatro anos em Nova York

Memorial

Em visita ao Memorial erguido para relembrar o ataque e as vítimas daquele 11 de setembro, Priscilla Costa teve a oportunidade de ver detalhes daquela tragédia, como parte da fuselagem do avião que derrubou uma das torres, a última coluna que sobrou de um dos prédios, além de carros de bombeiros que atenderam às chamadas naquele dia. “É impressionante! Até o papel da bala que alguma pessoa comeu lá no local eles guardaram para contar a história. É uma sensação pesada e impressionante ao mesmo tempo, pelo fato de tanta gente ter morrido. Tu te sentes mal por causa da barbaridade que foi, dos inocentes que estavam lá”, detalha.

Apesar dessa sensação, a relações públicas trouxe boas impressões sobre a cidade. “Uma cidade agitada que exporta e reflete muito bem o modelo americano de vida. Uma cidade que acolhe também gente de várias partes do mundo, vi gente de todo jeito. É um lugar muito cosmopolita”, descreve.

Mesmo morando há algum tempo em Nova York, Beatriz De Ruiz só visitou o Memorial e o novo World Trade Center uma vez. Para ela, o mais importante é que a cidade, mesmo em meio a toda agitação, consegue acolher muito bem pessoas do mundo inteiro. “Eu sei te dizer que Nova York e seus boroughs – áreas em que a cidade é dividida - têm bastante diversidade, pessoas do mundo todo moram aqui, cada um falando uma língua diferente. Sempre aprendo algo novo, sobre países e culturas que a gente nunca aprendeu na escola”, finaliza ela, que trabalha em uma galeria de arte e pretende morar ainda por muito tempo em Nova York: “Por enquanto, é esse o objetivo, mas as coisas mudam. Posso mudar de ideia no futuro. Ou não. O futuro à Deus pertence”.

A relações pública Priscilla Costa e a amiga Simária, em recente viagem a Nova York

Cronologia dos ataques terroristas em Nova York:

- 8h46 - O voo 11 da American Airlines se choca com a Torre Norte do World Trade Center, a aproximadamente 790 km/h, entre os andares 93 e 99.

- 8h47 - O conselho de segurança do World Trade Center anuncia que os membros da Torre Sul devem voltar aos seus postos e que o edifício estava seguro.

- 8h49 - A CNN inicia uma transmissão internacional ao vivo do World Trade Center três minutos depois que o avião a atingiu.

- 8h58 - O voo 175 da United Airlines muda de rota em direção a Nova York .

- 9h02 - O voo 175 da United Airlines se choca com a Torre Sul do World Trade Center, a quase 950 km/h, entre os andares 77 e 85. O impacto é transmitido ao vivo pela TV.

- 9h03 - A Casa Branca confirma que o país encontra-se sob ataque.

- 9h59 - A Torre Sul entra em colapso.

- 10h28 - A Torre Norte entra em colapso.

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