Esporte

Ex-corredor espera por russa na Rio 2016

Vanderlei Cordeiro de Lima defende vinda de Yelena Isinbayeva ao Rio 2016
Marcelo Baseggio* - São Paulo, SP03/04/2016 às 06h00

SÃO PAULO

Vanderlei Cordeiro de Lima acredita que atletas russos que não estão envolvidos no escândalo antidoping vão disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A Rússia corre o risco de não participar das Olimpíadas por conta dos casos de dopagem omitidos pela Federação Russa de Atletismo e posteriormente desvendados pela Agência Mundial Antidoping, a Wada. Com isso, um dos principais nomes da modalidade, Yelena Isinbayeva perderia a oportunidade de participar do último ciclo olímpico de sua carreira.

“A punição deveria ser individual, não coletiva. Muitos atletas não devem pagar pelos erros de outros. Tem que existir a punição tanto para entidade quanto para os atletas envolvidos nos escândalos de doping. Os atletas que não estão envolvidos não devem receber punição, acho que teremos a participação dela aqui no Rio, disso eu não tenho a menor dúvida, porque ela não pode carregar uma culpa que não é dela. Uma não participação da Yelena Isinbayeva nos Jogos Olímpicos acaba ofuscando tudo o que ela conquistou durante a carreira”, comentou.

Bronze

Medalhista de bronze nas Olimpíadas de Atenas, quando acabou sofrendo o fatídico ataque de um padre irlandês no momento em que ainda liderava a prova, Vanderlei também expôs sua opinião em relação aos recorrentes casos de dopagem que vem sendo revelados nos últimos meses. O ex-atleta afirmou que sempre houve um controle grande em relação ao doping na época em que ainda atuava e acredita que a justiça será feita para aqueles que infligirem as normas do esporte.

“A questão do doping sempre foi combatida. Quando eu ainda competia sempre teve controle antidoping, mesmo fora de competição. Muitas vezes eu viajando tinha que passar todas as informações, fui surpreendido em lugares que menos esperava para fazer o controle antidoping, então houve seriedade e transparência. Claro que sempre abala quando há muitas estruturas envolvidas no doping, alguns países que possuem pessoas comprometidas no escândalo é algo que acaba abalando. O mais importante é que tem que haver transparência e se exista casos de doping é porque está sendo controlado. Mesmo com esse escândalo de ter sido mascarado alguns casos, a justiça tarda, mas não falha”, completou.

Quatro meses

Faltando pouco mais de quatro meses para o início dos Jogos Olímpicos, Vanderlei acredita que o Quênia será mesmo o país a ser batido nas provas de longa distância. Segundo ele, o atleta brasileiro precisa se planejar melhor caso queira fazer frente aos rivais africanos, que nos últimos anos faturaram as grandes competições realizadas no Brasil e outras maratonas ao redor do mundo.

“O atleta brasileiro tem que se planejar melhor, não só individualmente como também coletivamente. O atleta brasileiro perde muito o foco, muitas vezes participando de muitas provas e esquecendo de um planejamento que devia ser feito durante a temporada. Se o atleta brasileiro se planejasse mais, ele conseguiria um resultado de alta performance. Hoje o Quênia é uma realidade, eles são os grandes favoritos tanto aqui no Brasil, quanto no exterior. Aqui no Rio não vai ser diferente, são os grandes favoritos e a expectativa é que nossos atletas possam sobressair e conquistar um resultado positivo também. Estamos muito longe de uma perspectiva de medalha, mas temos que acreditar que é possível e lutar por isso”, finalizou adotando um discurso otimista.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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