opiniao

À espera de um ano melhor

editorial

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h52

O ano passado não foi um ano muito fácil. Cenas de violência e intolerância de todas as naturezas – políticas, de gênero, sociais, religiosas – deram um tom acinzentado aos 365 dias de 2015. A elas se somaram uma crise política e econômica, a tragédia em Mariana, atentados em Paris, aumentos em contas de consumo, como a de luz, e na cotação do dólar, morte de grandes artistas, como Marília Pêra, proliferação e aparecimento de doenças em escala epidêmica, desastres naturais, até o tumultuado divórcio de Chimbinha e Joelma deu o que falar. Isso apenas para citar alguns acontecimentos que marcaram ao longo do ano.

Mas como tudo tem dois lados, o copo também esteve meio cheio em 2015. Os Estados Unidos reabriram sua embaixada em Havana após 54 anos, um marco na reaproximação dos dois países. Também foi firmado o primeiro acordo global para frear as emissões de gases do efeito estufa e para lidar com os impactos da mudança climática entre 195 países signatários na COP 21, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Paris.

Em São Luís, a solidariedade de uma cidade deu aos trigêmeos Abimael, Abdiel e Abizael um sopro de esperança. Embora, meses depois as doações tenham quase cessado, eles sentiram o carinho de estranhos e tiveram, mesmo que por pouco tempo, suas necessidades atendidas. A história deles foi relembrada na segunda e última reportagem da série Renascimento, publicada na editoria Cidades. Também contamos os exemplos de superação de Athos Silva Vieira e Nádia Reis Costa, que ficaram curados de câncer, após mais de três anos de tratamento. Uma forma inspiradora de começar o ano.

A verdade é que 2016 guarda uma grande responsabilidade, principalmente, porque grandes questões que surgiram em 2015 não foram superadas. Pelo contrário. Parecem estar longe de ganhar um fim. Entre elas, os casos de corrupção revelados na Operação Lava Jato, o processo de impeachment da presidente Dilma, a cassação de Eduardo Cunha e ações para controle e combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, febre Chikungunya e zika – esta última doença relacionada a epidemia de microcefalia. Sem falar na via crucis de refugiados na Europa.

Amanhã, será o primeiro dia útil do ano. Será a hora de realmente fazer um balanço do que precisa mudar. Afinal de contas, quem faz isso em meio às festas de fim de ano? É hora de pensar que é preciso cobrar das autoridades que façam o seu papel em todos os âmbitos. Que fiscalizem, que apliquem as leis, que empreendam esforços para atender às necessidades da população. Mas também é preciso assumir o que cabe a cada um fazer para que 2016 se torne melhor. Esperar que o outro faça algo tanto não muda nada na vida de ninguém como faz o que já está ruim piorar.

Já já chega o Carnaval e uma nova pausa será dada, então nada de deixar o que é preciso fazer para depois. 2016 começa amanhã e antes de esperar que ele, como milagre, faça algo por você, faça algo por ele, e por todos.

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