2021

A esperança renasce e os projetos se renovam no ano que se inicia

O Estado conta a história de três pessoas que tiveram seus planos adiados pela pandemia, se adaptaram ao novo normal, mas vão trabalhar para que os projetos sejam colocadas em prática no ano de 2021

Bárbara Lauria / O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h17
“Todos trabalhamos até a exaustão mas nossa maior recompensa foi conseguir salvar muitas vidas e poder encerrar o ano de 2020 com quase dois milhões de atendimentos gerais prestados aos servidores estaduais. É notório em cada colaborador do HSLZ o orgulho por estarmos vencendo essa guerra contra a Covid-19”
“Todos trabalhamos até a exaustão mas nossa maior recompensa foi conseguir salvar muitas vidas e poder encerrar o ano de 2020 com quase dois milhões de atendimentos gerais prestados aos servidores estaduais. É notório em cada colaborador do HSLZ o orgulho por estarmos vencendo essa guerra contra a Covid-19”

São Luís – O dia 1º de janeiro traz consigo a ideia de recomeço. Um novo ano e novas metas que serão atingidas ao longo dos novos 12 meses. Contudo, diferente de outros anos, as adversidades de 2020 fizeram com que muitos sonhos tivessem que ser adiados ou passassem por uma “reinvenção” para que pudessem se adaptar à nova realidade em que todos tiveram de viver. E agora, neste dia 1º de janeiro de 2021, a responsabilidade é dobrada para esses planos que voltam à tona com a promessa de realização.

Luiz Thadeu Nunes e Silva, também conhecido como Globetrotter - termo para pessoas que viajam o mundo -, foi um dos que tiveram seus planos adiados. Sendo o sul-americano mais viajado do mundo, com mobilidade reduzida, o engenheiro agrônomo e palestrante já esteve em 143 países e em todos os continentes. Com o sonho de conhecer todos os 194 países reconhecidos pela ONU, os planos de Luiz Thadeu para 2020 era de chegar a 160 países visitados, mas com a pandemia e o fechamento das fronteiras, sua rotina teve alterações.

“Eu estava na Europa quando começou um movimento grande em relação ao coronavírus e uso de máscara. Assim que cheguei ao Brasil, uma semana depois, as fronteiras se fecharam e ninguém mais pode viajar. Eu já tinha passagens compradas para iniciar uma viagem em março na China, mas todas foram suspensas e remarcadas”, contou o globetrotter.

[e-s001]Mas adversidade não é um problema para Luiz Thadeu. Vítima de um acidente de trânsito em 2003, o engenheiro agrônomo passou por 43 cirurgias na perna e ficou quatro anos em uma cadeira de rodas. Hoje, com a mobilidade reduzida, Luiz Thadeu não vê suas muletas como um empecilho para chegar a algum lugar, assim como não compreendeu a pandemia como um empecilho para continuar sonhando.

“Me perguntam muito como está sendo essa minha abstinência de viagens, mas veja, estou há dez anos apenas viajando, então essa situação tem sido uma experiência nova para mim, a de estar em casa e conhecer novos hobbies. Tenho escrito para alguns jornais, lido bastante e nunca deixei de conhecer novos lugares. Mesmo pela internet eu posso visitar ruas pelo Google e aprender todas informações, é uma nova forma para a realidade de agora”.

Hoje, Luiz Thadeu dá palestras, escreve para jornais, é colaborador de O Estado, escrevendo crônicas publicadas regularmente, e está dando sequência à escrita de um livro, com cinco mil exemplares, que publicará no começo de 2022, contando a sua superação. Porém, mesmo com sua nova rotina, Luiz Thadeu não deixou de se planejar para realizar seus sonhos e pretende repor suas viagens agora, em 2021.

“Coloquei na minha cabeça, durante o isolamento, que uma hora isso iria passar. Algo ruim pode acontecer sempre, podemos morrer a qualquer momento, mas isso está fora do nosso controle. O que está no meu controle é me organizar e planejar para que eu possa realizar os meus sonhos. Depois de tudo que passei, eu entendo isso e, hoje, minha prioridade é realizar o sonho de conhecer todos os 196 países do mundo. Nós não podemos deixar de sonhar e, acima de tudo, priorizar esses sonhos e nos planejar”, contou. Neste ano, 2021, com a reabertura das fronteiras o globetrotter pretende não só realizar suas viagens já programadas para 2020, e também um novo projeto de visitar todos os continentes do mundo em 50 dias.

[e-s001]Lições
Porém, 2020 não foi um ano de apenas de descobertas e novos planejamentos, mas também um ano de grandes lições de resiliência e superação. O empresário Werther Bandeira é o exemplo de alguém que não se deixou abater e enfrentou a adversidade de ver seu restaurante fechado e adiados todos os eventos do primeiro semestre.

Ele apelou para a criatividade para manter o emprego de seus mais de 30 colaboradores e evitar demissões na Villa do Vinho Bistrô. Com velocidade e uso das novas tecnologias, Werther Bandeira, que só atendia os clientes de forma presencial, conseguiu implantar um site para pedidos e um eficiente sistema de delivery próprio, além de aderir ao aplicativo de entregas, tudo isso em apenas uma semana.

“No primeiro momento da pandemia eu me abati e fiquei assustado, mas logo me recuperei pois tinha como compromisso maior, manter o emprego de todos os meus colaboradores e seus salários. Com saúde, eu fui à luta e criei vários produtos novos, como sobremesas, kits com refeições para o Dia das Mães, Dia dos Namorados e Período Junino; Kit Relax - com petiscos para Lives, além do Kit Mix & Drink, com bebidas. Nos mantivemos ativos e sobrevivendo graças a essas inovações entregues via Delivery ou Take Out. E agora nossa expectativa é ainda melhor, lançamos uma edição limitada do Kit de Réveillon Celebration, com opções para ceia ou tira-gostos e sobremesas, apenas para retirada no restaurante”, contou ele.

Mais que apenas se manter em atividade, Werther Bandeira usou a pandemia como um motivo para consolidar o posicionamento da Villa do Vinho Bistrô. “Mais que um restaurante que serve comida ou uma loja de vinhos sempre nos posicionamos como um local de celebração, onde as pessoas se reúnem para viver memórias bonitas e comemorar datas marcantes, seja em jantares ou seja em eventos. E com a pandemia, reforçamos esse conceito, enviando para as pessoas Sabor & Amor. Esse foi nosso slogan nessa pandemia e criamos embalagens especiais além de inovar escrevendo a mão mensagens de otimismo nas tampas das quentinhas de todos os pedidos. Foi a nossa forma de mostrar carinho e cuidado com nossos clientes, incentivando as pessoas a jantarem a luz de velas em seus terraços, ou fazer um almoço de família na piscina com nossas delícias e celebrando o ato de estar vivo e com saúde. Celebrar é preciso sempre! O ano de 2020 foi duro, mas também nos ensinou muito”, diz.

Dedicação
Também tiveram àqueles que quase não tiveram tempo para sonhar, pois passaram 2020 dedicados a salvar o máximo de vidas possíveis. Para Plínio Valério Tuzzolo, diretor geral do Hospital São Luís (HSLZ), o ano de 2020 foi marcado pela dedicação ao extremo e superação de todas as equipes multidisciplinares do hospital que atende os servidores estaduais. É que desde o último mês de março toda a sua rotina do HSLZ foi alterada pela pandemia.

“Tivemos que ampliar leitos, fazer contratações emergenciais, além de um grande esforço de logística para garantir que não faltassem insumos e EPI´s, enfim, todos trabalhamos até a exaustão mas nossa maior recompensa foi conseguir salvar muitas vidas e poder encerrar o ano de 2020 com quase dois milhões de atendimentos gerais prestados aos servidores estaduais. É notório em cada colaborador do HSLZ o orgulho por estarmos vencendo essa guerra contra a COVID-19”, declara Tuzzolo.

Para esses que se mantiveram na linha de frente contra a Covid-19, o ano de 2021 chega com a maior esperança de todas: A vacina e a possibilidade de saúde para toda a população.

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