Adeus ao mestre

Ao som de bumba meu boi, Mestre Apolônio é enterrado em São Luís

Ícone da cultura maranhense, Apolônio Melônio recebeu últimas homenagens antes de ser enterrado no Cemitério do Gavião, no Centro
03/06/2015 às 17h05
Multidão acompanhou o enterro do Mestre Apolônio (Foto: Thiago Bastos / O ESTADO)

O Mestre Apolônio Melônio, criador do Boi da Floresta, foi enterrado na tarde desta quarta-feira (3) no Cemitério do Gavião, no Centro. Antes, ao som de tambores e matracas, ele foi homenageado por uma grande multidão na capela do cemitério. Muitas pessoas não conseguiram entrar no local para se despedir. Apolônio morreu após passar 14 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira, no Calhau, em São Luís.

Mestre Apolônio foi enterrado no Cemitério do Gavião (Foto: Thiago Bastos / O ESTADO)

O corpo do mestre começou a ser velado, em sua casa no bairro da Liberdade, desde o início da manhã desta quarta-feira e, além de amigos e familiares, muitas pessoas também foram à residência de um dos ícones da cultura maranhense para prestas as últimas homenagens.

Do lado de fora do cemitério, brincantes de bumba meu boi tocaram em tocaram em homenagem ao Mestre Apolônio (Foto: Thiago Bastos / O ESTADO)

Apolônio estava com a saúde debilitada desde abril, quando sofreu um acidente em casa e quebrou uma das pernas. No dia 13 de maio, ele foi levado para a Unidade Mista do Itaqui-Bacanga e permaneceu internado em decorrência de problemas causados por uma infecção urinária. No dia 15 do mesmo mês ele recebeu alta, mas um dia depois não se sentiu bem e retornou para a unidade.

Apolônio Melônio nasceu em 23 de julho de 1918 no Município de São João Batista. Aos 12 Anos, começou a trabalhar na roça e na produção de farinha de mandioca. Começou a brincar Bumba Meu Boi na sua cidade e a a partir de 1939 mudou-se para São Luís.

Aqui trabalhou na Prefeitura como ajudante de pedreiro e capataz, função em que se aposentou em 1972. Criou o grupo do Bumba Boi Turma de São João Batista, junto com o seu irmão Antonio, no bairro da Floresta, no Sotaque da Baixada ou Sotaque de Pindaré.

Na década de 80 criou o Tambor de Crioula, Prazer de São Benedito para alegrar as temporadas juninas. Os dois grupos já se apresentaram em vários outros estados Brasileiros e no festival Mundial de Teatro de Marionetes, na França. Nos dias atuais, sempre que era possível, ele acompanha as apresentações de Bumba Boi da Floresta.

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