Julgamento

TRE reforma sentença que cassou o mandato de Gentil Neto, prefeito de Caxias

Por unanimidade, os membros da Corte Eleitoral decidiram que não houve prática de abuso de poder político e econômico por Gentil Neto e seu tiio, Fábio Gentil.

Cara Lima/Ipolítica

- Atualizada em 30/07/2026 às 17h34
Gentil Neto foi inocentado da acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024
Gentil Neto foi inocentado da acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024 (Divulgação)

SÃO LUÍS - Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão reformou sentença de base que cassou o diploma do prefeito de Caxias, Gentil Neto (PP), acusado de abuso de poder político e econômica além de compra de votos. Membros da Corte entenderam que as provas não comprovam que houve crime eleitoral no então candidato a prefeito e seu tio, Fábio Gentil, no processo eleitoral de 2024.

Gentil Neto, em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), foi acusado de usar a administração municipal que teria realizado contratações temporárias em massa e coagido servidores durante o período eleitoral de 2024. Além disso, na AIJE, houve a acusação de compra voto de nove pessoas de uma mesma família por R$ 1,8 mil.

O prefeito de Caxias recorreu da decisão do magistrado de base. O julgamento no TRE teve início no dia 16 de julho, mas foi suspenso após pedido de vista do juiz Neian Milhomem. Nesta quinta, o voto vista foi dado e o mgistrado seguiu o que o relator já havia defendido que foi a procedência do recurso e a reforma da decisão de base.

No total, foram 6 votos a favor da procedência do recursos eleitoral e nenhum contra. Com isso, Gentil Neto tem afastada a possibilidade de perda do seu mandato.

Vale lembrar que ainda há recurso para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Turiaçu

Estava na pauta desta quinta-feira, o caso de Turiaçu. Um recurso do prefeito Edésio Cavalcanti (Republicanos) que teve o diploma cassado na justiça de base por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.

Esse julgamento já havia sido iniciado no começo de julho, mas foi retirado de pauta por pedido de vista do jui Nilo Ribeiro. Apesar de ter entrado na pauta do TRE, o magistrado pediu novamente para retirar de pauta porque não conseguiu concluir o voto vista.

A previsão é de que na próxima sessão, o recurso seja finalmente analisado.

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