Greve força mãe a gastar com transporte: "dinheiro que poderia ser usado para alimentação"
A greve dos rodoviários tem levado passageiros a buscar alternativas que pesam no bolso. Geísa, por exemplo, está gastando mais para deixar o filho na escola.
SÃO LUÍS - A greve dos rodoviários tem levado passageiros a buscar alternativas para manter a rotina em São Luís. Sem ônibus, passageiros recorrem a transporte por aplicativo, vans e outros meios para conseguir levar crianças à escola, chegar ao trabalho e cumprir compromissos do dia a dia.
Geisa, por exemplo, conta que precisa levar o filho do bairro São Bernardo até a Cohab e afirma que os gastos extras com transporte têm pesado no orçamento da família. “Era um dinheiro que poderia ser usado para alimentação, mas agora está sendo gasto com transporte”, relata.
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O uso de transporte alternativo e por aplicativo tem sido a principal saída para quem precisa ir ao trabalho. Na área central da cidade e na região do Anel Viário, a circulação de vans, carros-lotação e mototáxis aumentou diante da paralisação do transporte público.
Nova audiência sobre a greve de rodoviários ocorre nesta terça-feira
Nesta terça-feira (3), será realizada a segunda audiência que reúne representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), da Prefeitura de São Luís, da Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA).
A reunião dá continuidade às discussões sobre o sistema de transporte rodoviário da capital maranhense e região metropolitana e busca avançar em negociações entre trabalhadores, empresas e o poder público.
O que pedem os rodoviários
A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a audiência foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%. De acordo com o presidente, os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido.
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