De Ribamar para o Anjo da Guarda

Greve dos rodoviários leva trabalhador a se mudar para mais perto do emprego

José Miguel, morador de São José de Ribamar, decidiu se mudar temporariamente para a casa da mãe, no Anjo da Guarda. Ele trabalha na Ponta d'Areia.

Imirante, com informações da TV Mirante

Atualizada em 03/02/2026 às 07h58

SÃO LUÍS - No quinto dia da greve dos rodoviários, trabalhadores que dependem de ônibus seguem enfrentando dificuldades para se deslocar e buscam alternativas para manter a rotina. A paralisação tem levado trabalhadores a adotar medidas extremas para manter a rotina em São Luís.

O impacto da greve também provocou mudanças drásticas na rotina de trabalhadores. José Miguel, morador de São José de Ribamar, conta que decidiu se mudar temporariamente para a casa da mãe, no bairro Anjo da Guarda, para ficar mais próximo do trabalho, localizado na Ponta d’Areia.

“Tô vindo do Anjo da Guarda e indo para Ponta d’Areia. Tô morando na casa da minha mãe por enquanto. Eu queria que resolvesse urgente isso. Tô pedindo dinheiro emprestado para vir para o trabalho, não faltar no meu emprego”, relata.

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O uso de transporte alternativo e por aplicativo tem sido a principal saída para quem precisa ir ao trabalho. Na área central da cidade e na região do Anel Viário, a circulação de vans, carros-lotação e mototáxis aumentou diante da paralisação do transporte público.

Falta de ônibus muda rotina de trabalhadores em São Luís. (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)
Falta de ônibus muda rotina de trabalhadores em São Luís. (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)

Nova audiência sobre a greve de rodoviários ocorre nesta terça-feira

Nesta terça-feira (3), será realizada a segunda audiência que reúne representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), da Prefeitura de São Luís, da Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA). 

A reunião dá continuidade às discussões sobre o sistema de transporte rodoviário da capital maranhense e região metropolitana e busca avançar em negociações entre trabalhadores, empresas e o poder público.

O que pedem os rodoviários

A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a audiência foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%. De acordo com o presidente, os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido.

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