Resgate de animais

VÍDEO: após queda de árvore no MA, 23 periquitos seguem em tratamento no Cetas

Os animais são da espécie periquito-rei (Eupsittula aurea), que mede entre 25 e 29 centímetros.

Imirante.com

Atualizada em 02/02/2026 às 15h38

SÃO LUÍS - Dos 27 periquitos resgatados com vida após a queda de uma árvore que matou cerca de 350 aves no interior do Maranhão, 23 seguem em tratamento no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, em São Luís. O caso ocorreu em Lajeado Novo, município maranhense.

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Segundo o coordenador do Cetas, Roberto Veloso, o estado de saúde das aves é considerado estável. Os animais são da espécie periquito-rei (Eupsittula aurea), que mede entre 25 e 29 centímetros.

Cetas trata periquitos feridos após queda de árvore no Maranhão

Das aves que sobreviveram inicialmente, três morreram durante o transporte até a capital e uma morreu na madrugada de sábado (31). Os periquitos foram recolhidos após a queda de um eucalipto de aproximadamente 32 metros de altura.

Periquitos feridos após queda de eucalipto recebem cuidados em São Luís. (Foto: reprodução)
Periquitos feridos após queda de eucalipto recebem cuidados em São Luís. (Foto: reprodução)

Grande parte dos animais chegou ao centro com fraturas, lesões traumáticas e casos de desenluvamento, situação em que ocorre o arrancamento da pele. As aves estavam debilitadas e recebem medicação e alimentação específica para acelerar a recuperação.

Periquitos feridos no MA passam por reabilitação no Cetas

O Cetas de São Luís conta com uma equipe formada por 15 profissionais, entre biólogos, médicos-veterinários, engenheiros agrônomos e zootecnistas. Somente em 2025, o centro já recebeu cerca de 2,2 mil animais silvestres.

Caminho da recuperação

De acordo com o médico-veterinário e professor da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), Leonardo Moreira, logo após o acidente os periquitos foram organizados conforme a gravidade dos ferimentos. As fraturas foram imobilizadas e os animais receberam hidratação e medicação para controle da dor.

Após os primeiros atendimentos, as aves foram transportadas de Lajeado Novo para Imperatriz e, posteriormente, encaminhadas para São Luís, onde seguem sob cuidados do Cetas.

Triagem e avaliação clínica

A primeira etapa do tratamento é a triagem clínica. Nesse momento, a equipe avalia se as aves são filhotes, jovens ou adultas e define os cuidados necessários. Segundo o coordenador do centro, todas as aves resgatadas são jovens ou adultas.

Os periquitos passam por um período de quarentena, no qual ficam sob observação constante. Em seguida, realizam exames clínicos completos e, dependendo da gravidade das lesões, podem ser encaminhados para procedimentos cirúrgicos. Muitos apresentavam múltiplas fraturas e alguns casos de hipovolemia, que é a redução do volume de sangue.

Estabilização

Atualmente, as aves estão na fase de estabilização. Segundo o Cetas, esse processo inclui o controle de problemas comuns após acidentes, como hipotermia e desidratação.

“Quando falamos em estabilização, é nesse sentido: reidratar os animais, manter a temperatura adequada e garantir que eles retomem as funções normais”, explicou Roberto Veloso.

Após essa etapa, os periquitos continuam recebendo alimentação adequada, medicação quando necessária e acompanhamento das fraturas.

Observação, reabilitação e soltura

Com a evolução do quadro clínico, as aves deixam a quarentena e são transferidas para recintos de manutenção. Em seguida, passam para corredores de voo, onde treinam e fortalecem a musculatura antes de retornar à natureza.

Na fase final, os periquitos permanecem em viveiros até recuperar totalmente a capacidade de viver de forma independente. O Ibama dispõe de áreas específicas para soltura e monitoramento.

Antes de serem devolvidos ao habitat natural, os animais passam pelo processo de aclimatação, em viveiros maiores, onde recuperam força, comportamento natural e habilidades essenciais para sobreviver sem assistência humana.

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