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De novo o TRE não concluiu julgamento de processo contra prefeito de Lago Verde

Pedido de vista de dois membros da Corte Eleitoral deixou mais uma vez sem final o caso de deferimento ou não do registro de candidatura do prefeito eleito, Alex Almeida.

Ipolítica

Atualizada em 22/01/2026 às 19h27
Dois membros da Corte Eleitoral pediram vista do processo de Lago Verde na sessão da quarta-feira, 21
Dois membros da Corte Eleitoral pediram vista do processo de Lago Verde na sessão da quarta-feira, 21 (Reprodução/TRE)

SÃO LUÍS - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) fez na quarta-feira, 21, sua primeira sessão de 2026. Na pauta, o recurso contra o prefeito eleito de Lago Verde, Alex Almeida (PP). Um processo que já passou por várias instâncias da Justiça Eleitoral e que, mais uma vez, não teve conclusão.

O recurso é contra decisão da justiça eleitoral de base que deferiu o pedido de registro de candidatura de Alex Almeida, que enfrentava uma impugnação feita pelo Ministério Público Eleitoral por ele ter condenação por improbidade administrativa no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O prefeito eleito é apontado como um dos responsáveis por contrato irregular da prefeitura de Lago Verde em 2013 quando uma empresa foi contratada para aluguel de veículos, mas esta empresa não tinha nenhum veículo. O recurso pago para a empresa veio da Educação.

Entre liminares e muita protelação, Alex Almeida conseguiu ser eleito e segue sub judice. Por força de liminar, por sinal, ele teve o registro deferido no TRE e quando o Ministério Público recorreu para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma ministra mandou o TRE se organizar e julgar corretamente dentro do que prevê as regras relacionadas às condenações em Tribunais de Contas, as regras da Lei da Ficha Limpa e a cronologia dos fatos.

Mas como já dito, o TRE não concluiu a análise. Depois do voto do relator, Marcelo Oka, que foi pelo deferimento do registro de Alex Almeida, os juízes Rodrigo Maia e  Valderson de Lima decidiram pedir vista do processo. Maia até se conprometeu a apresentar seu posicionamento na sessão desta quinta-feira, 22, mas de Lima não deu prazo para a apresentação de seu voto vista.

E mesmo com os pedidos, o presidente da Corte Eleitoral, desembargador Paulo Velten, se posicionou sendo didático e tentando explicar aos seus colegas de pleno que na decisão do TCE mostra que Alex Almeida era ordenador de despesas na prefeitura de Lago Verde e que foi condenado por contratar uma empresa que não entregou o serviço.

Mas de nada adiantou, os juízes continuaram com a dúvida se Alex Almeida era ordenador de despesa e, no caso de Rodrigo Maia, saber se Almeida teve a intenção de dar prejuízo ao erário.

Deixando de lado as dúvidas “surpreendentes” dos membros da Corte Eleitoral quanto à intenção de desviar dinheiro público ou não de Alex Almeida, o que precisa ser observado é que a Justiça Eleitoral do Maranhão poderia evitar todo esse impasse se fosse célere. Se votasse em tempo hábil as impugnações dos pedidos de registro de candidatura antes do dia da eleição.

No caso de Lago Verde, quase ocorre, mas o juiz Tarcísio Araújo pediu vista e Alex Almeida conseguiu concorrer e ganhar o pleito mesmo estando impugnado.     


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