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As garantias que serão apresentadas a Brandão para ele deixar o governo

Em pleno menos cinco pontos, dinistas acreditam que podem reunificiar a base do presidente Lula no Maranhão.

Ipolítica

Atualizada em 02/03/2026 às 10h05
Nova proposta deverá ser apresentada ao governador Carlos Brandão e que remete a acordo de 2022 com Felipe Camarão
Nova proposta deverá ser apresentada ao governador Carlos Brandão e que remete a acordo de 2022 com Felipe Camarão ((Reprodução))

SÃO LUÍS - A vinda de José Dirceu ao Maranhão “pelos próximos dias” virá junto termos de um acordo que poderia levar ao entendimento entre dinistas e palacianos rachados há tempos. A idea é apresentar, pelos menos, cinco pontos que possam pacificar a base do presidente Lula no estado.

Como dito na reportagem sobre a vinda de Dirceu ao Maranhão, um acordo (se aceito) terá toda a garantia o presidente da República. Seria o petista a “homologar” com as partes os pontos que possam garantir o “tratado de paz” no estado.

O primeiro ponto é voltar à estaca zero de 2022 com o acordo de Brandão sair para o Senado e Felipe Camarão (PT) assumir o governo e concorrer à reeleição.

Mas o que ganharia o grupo palaciano com isso? Ele, pelos termos pensados, terá apoio incondicional em sua corrida para senador (podendo ser até pelo PT para não ter problema algum) e indicará o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Camarão. 

Além disso, ficará com os espaços em secretárias até o fim de 2026 e, se Felipe Camarão for reeleito, terá também secretárias. Para além disso, o acordo quer garantir ainda que todos os candidatos a deputado aliados de Brandão terão as condições já costuradas para concorrer em outubro.

Desta forma, o pedido para a recomposição da base lulista, em tese, poderia acontecer.

Mas faltou um dos aspectos mais importantes que, com toda a certeza, foi a que mais pesou para o esfacelamento do grupo do presidente Lula no Maranhão: as questões jurídicas (muitas vezes bem políticas) que envolvem o governador e seus familiares.

Sobre o candidato a vice-governador, o PT tem que se certificar de que o aliado Márcio Jerry (PCdoB) vai aceitar o nome até porque seria o de Orleans Brandão. Culpa de Jerry do último diálogo não ter avançado como o esperado porque disse que não daria o espaço de vice aos Brandão.

A proposta deverá ser feita, mas será que o governador e seu grupo aceitarão? 


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