Deputados estaduais buscam destino partidário para 2026
Parlamentares governistas conversam sobre formação de chapão no MDB e "chapinha" vem sendo feita no Republicanos de Aluísio Mendes.
SÃO LUÍS - Na semana passada, a coluna Carla Lima trouxe a iinformação de que os deputados e lideranças políticas devem deixar o PSD devido a falta de diálogo. Mas se para os filiados da legenda comandada pelo prefeito Eduardo Braie estão com dificuldade, o cenário também não é simples para os deputados governistas que irão disputar a reeleição. Muitos dos parlamentares ainda não estão com os rumos partidários definidos.
Os nove deputados aliados do Palácio dos Leões que são do PSB, por exemplo, enfrentam dificuldades para conseguir definir qual sigla irão concorrer a reeleição. Eles deixarão o PSB porque houve mudança da presidência do partido no Maranhão. Saiu das mãos do governador Carlos Brandão e foi para o comando da senadora Ana Paula Lobato, que é oposição ao Leões.
A ideia inicial é buscar o entendimento em torno de um chapão. E esse chapão deve ser o do MDB, partido comandado por Orleans Brandão, pré-candidato ao governo e que tem previsão de abrir boa parte dos deputados governista.
Ana do Gás, que ainda está no PCdoB, é outra parlamentar em busca de um partido para concorrer a reeleição. A legenda está na oposição ao governador Carlos Brandão. O mais provável é que a parlamentar se filie ao Republicanos, partido comandado pelo deputado federal Aluísio Mendes.
Também pode ter o Republicanos como destino partidário o deputados Júnior Cascaria (Podemos). Além de Cascaria e Ana do Gás, pela legenda disputará a reeleição a deputada Janaína. A própria presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, pode compor o partido de Aluísio Mendes. Ela é que está sendo a responsável por montar o que na Assembleia Legislativa vem sendo chamada de “chapinha”.
O PDT, do senador Weverton Rocha, ainda não tem discussão interna sobre composição de chapa. Foi o que informou à coluna o senador pedetista. O partido tem Cláudia Coutinho, Osmar Filho e Glauberth Cutrim para disputar a reeleição.
Para o PSB irá além do deputado Othelino Neto, que é marido da senadora Ana Paula Lobato, Leandro Belo (Podemos). E dependendo de como ficará a aliança da federação PT/PCdoB/PV, os deputados Rodrigo Lago, Júlio Mendonça devem também se filiar com PSB, que já tem Carlos Lula para concorrer a reeleição.
O PP, do ministro André Fufuca, não vem sendo buscado pelos deputados governistas. Motivo: os parlamentares ainda não sabem de que lado o ministro estará nas eleições deste ano já que tem relação tanto com o Palácio dos Leões quanto com o dinismo.
Mas essas definições, de fato, ocorrerão no mês de março, período da janela partidária, quando o parlamentar que concorrerá a um mandato eletivo pode mudar de partido sem ser alcançado por sanções da Lei da Fidelidade Partidária.
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