Sem diálogo, deputados devem deixar o PSD na janela eleitoral
Comando do partido é do prefeito de São Luís que nunca reuniu com os filiados da legenda para tratar sobre as composições para as eleições proporcionais de outubro.
SÃO LUÍS - Não é novidade que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), não é de diálogo. As poucas vezes que abriu para conversar com políticos aliados ou não foi por puro interesse eleitoral e, mais recentemente, para tentar reverter uma lei que o obriga a aumentar o teto salarial do município e uma eventual cassação por crime de responsabilidade.
Mas, mesmo não sendo de diálogo, Braide consegue avançar em articulações como a dele para ficar com a presidência do PSD do Maranhão. Melhor para ele, claro, não péssima para os atuais filiados da legenda. Os membros do partido, que o prefeito já encontrou quando chegou, reclamam da nebulosidade ou quase escuridão do horizonte para as eleições de 2026.
Entre esses membros estão os deputados estaduais Mical Damasceno e Erick Costa e o deputado federal Josivaldo JP. Também não sabem sobre os rumos do PSD maranhense os suplentes de deputado César Pires e Edilázio Júnior.
Esses cinco fialiados do PSD deverão deixar a sigla assim que a janela partidária abrir em março próximo. Mical e Erick, aliados do governador Carlos Brandão, ainda aguardam definições do Palácio dos Leões sobre as composições eleitorais da base governista para a disputa.
Também aliado de Brandão, o deputado Josivaldo JP também deixará o PSD. Ele deve se filiar ao MDB para disputar a sua reeleição.
Os suplentes César Pires e Edilázio Júnior, ao que tudo indica, também estão com os rumos definidos. Pires é pré-candidato ao Senado pelo Novo e Edilázio vai para o partido indica pela presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB).
A única que não quer deixar o PSD é a senadora Eliziane Gama. Ela, que é vice-presidente nacional da legenda, tem todo o apoio do presidente nacional, Gilberto Kassab, para permanecer na sigla.
Ela quer ficar, mas os irmão Eduardo e Fernando Braide não querem. No entanto, sabendo do apoio de Kassab à senadora, eles tentam não deixar ela entrar no eventual chapa majoritária encabeçada pelo prefeito de São Luís. E para isso, tentam desgastar a imagem de Gama e provar para Kassab a inviabilidade da candidatura dela a reeleição.
Pelo que vem se desenhando, Fernando Braide, que é deputado estadual subjudice por fraude à cota de gênero, terá o PSD todo para si na disputa por uma vaga a Câmara dos Deputados. Não terá concorrência de fato que possa inviabilizar seu plano e de seu irmão de ir para Brasília.
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