A 'coerência' após quase três meses de descanso no cargo...
Rubens Pereira, pai do deputado federal Rubens Júnior, deixou o cargo de secretário de Articulação Política - que já não articulava há meses -, com o sentimento de 'dever cumprido'.
SÃO LUÍS - Terça-feira, 13h55 do dia 21 de outubro de 2025. Ocupava a tribuna da Câmara Federal, em tom de 'denúncia bombástica' anunciada minutos antes a jornalistas, o deputado federal Rubens Júnior (PT).
Perdido entre soluços, choro reprimido e confissões, o parlamentar admitia ter ido a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em “missão de paz”, para tratar da instabilidade política do grupo ao qual pertencia no Maranhão.
Afirmou categoricamente ter perguntado para o mesmo ministro sobre um processo judicial que tramitava na mais alta Corte do país e concluiu, em tom de revolta, com o pedido público de exoneração do pai, Rubens Pereira, da pasta de Articulação Política no Governo do Maranhão.
O pai, por sua vez, quieto ficou. Constrangido, chegou a encaminhar comunicado num grupo de troca de mensagens onde estão membros do primeiro escalão do Executivo Estadual, anunciando que havia colocado o cargo à disposição. Mas, não saiu.
Rubens permaneceu no cargo por meses, após pedido do filho
Permaneceu na função de extrema confiança do governador. Adotou uma postura discreta. Evitou a imprensa.
E por meses, lá permaneceu.
Agora, pressionado por aqueles que antes eram aliados e agora se propõem adversários do governador Carlos Brandão, ele anunciou ter reiterado o seu perdido de demissão.
Justificou a exigência de "coerência" que a vida pública traz e agradeceu o governador pela confiança. Disse também carregar o sentimento de dever cumprido e “compromisso inabalável” durante o período de titularidade na pasta.
Finalizou com a seguinte senha: “O momento agora é de reflexão, de congregar esforços em torno do que é melhor para o povo maranhense”.
Rubão, como é conhecido na política, portanto, não comanda mais a pasta que já não entregava há meses a sua finalidade: articular.
Consolidou o que o filho em meio a lágrimas e expressões, implorava no fatídico 21 de outubro.
Data, aliás, que está marcada na história da política maranhense - não pela performance de quem ocupava a tribuna -, mas pelas confissões gravíssimas reveladas ao público, num misto de desespero e solidão.
Ex-secretário mudará a rota política
Rubão, forçado ou não, precisará mudar de rota.
2026 é ano eleitoral.
E no Maranhão, as relações políticas não andam muito pacíficas.
Apontar coerência, na verdade, não parece muito razoável no momento.
Chorar, também já não comove.
O que virá em seguida…?
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