Operação

Polícia Federal: Prefeita de Vitorino Freire é afastada

Luana Rezende, irmã do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, foi alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira, 1º.

Ipolítica

- Atualizada em 01/09/2023 às 14h46
Luana Rezende, irmã do ministro Juscelino Filho, foi afastada do mandato de prefeita de Vitorino Freire
Luana Rezende, irmã do ministro Juscelino Filho, foi afastada do mandato de prefeita de Vitorino Freire (Foto: Reprodução/Facebook)

BRASIL - Irmã do ministro da Comunicações, a prefeita de Vitorino Freire (MA), Luanna Rezende, foi alvo nesta sexta-feira (1º) de uma operação da Polícia Federal contra supostos desvios na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Ela foi afastada do cargo por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. O ministro Juscelino Filho (União), por sua vez, é investigado no caso, mas não é alvo de mandados nesta sexta.

A companhia é uma estatal responsável por realizar obras e serviços em estados do Nordeste, do Norte no Distrito Federal.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por fraude a licitação, lavagem de capitais, organização criminosa, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva.

Operação Odoacro

A investigação, iniciada em 2021, teve a sua primeira fase deflagrada em 20 de julho de 2022 e a segunda em 5 de outubro de 2022. Esta nova fase visa alcançar o "núcleo público" da organização criminosa, informou a PF.

A principal empresa apontada no esquema é a Construservice, que tem como sócio oculto Eduardo Costa Barros, o 'Eduardo DP', também conhecido como 'Imperador'. Ele foi preso na primeira fase.

Segundo a PF, ele comandava um esquema de lavagem de dinheiro realizado a partir do desvio de verba pública, por meio de fraudes em licitações. Na prática, os criminosos criavam empresas de fachada e simulavam competições durante as licitações, com o propósito de fazer com que a empresa vencedora fosse sempre a de Eduardo.

A Construservice fechou contratos com a Codevasf para realização de obras de pavimentação com asfalto ou bloquetes, assinados entre 2019 a 2021, em 12 municípios. Somados, os contratos chegam a R$ 15 milhões.

A Construservice foi a segunda empresa que mais firmou contratos com a Codevasf no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na segunda fase, um gerente da Codevasf foi afastado das suas atividades por suspeita de ter recebido cerca de R$ 250 mil das empresas envolvidas no esquema.

O nome desta terceira fase é "Benesse", que segundo o dicionário Oxford significa “vantagem ou lucro que não deriva de esforço ou trabalho”.

Mais

A PF cumpre 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nas cidades de São Luís (MA), Vitorino Freire (MA) e Bacabal (MA). Também estão sendo cumpridos:

  • Medidas cautelares de prisão;
  • Afastamento da função pública;
  • Suspensão de licitações;
  • Vedação da celebração de contratos com órgãos públicos, bem como ordens de indisponibilidade de bens.

 

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