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TRE-MA foca em julgamento de processos prioritários incluindo os de candidaturas laranjas

Para cumprir metas e indicadores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tribunal fará duas sessões para julgar mais de 30 processos entre eles um recurso eleitoral vindo de Morros que pode derrubar três vereadores da cidade.

Ipolítica

- Atualizada em 02/05/2023 às 23h58
Deputado do União Brasil tem motivos para ficar preocupado com ação sobre cota de gênero
Deputado do União Brasil tem motivos para ficar preocupado com ação sobre cota de gênero (Agência Assembleia)

SÃO LUÍS - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão vai iniciar o julgamento de processos que já estão prontos. São recursos, prestação de contas eleitorais e também embargos de declaração que precisam ser julgados para que o tribunal alcance a meta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

São mais de 30 processos e um chama atenção: um recurso eleitoral vindo de Morros. Neste recurso, o Ministério Público Eleitoral acusa o PDT de ter candidatura feminina laranja nas eleições de 2020. Se o pleno do TRE entender que a cota de gênero foi burlada, três vereadores podem perder o mandato em Morros.

O roteiro é o mesmo: uma candidata que não fez campanha. O TRE já julgou ações deste tipo que levaram a queda de chapas do PP, PL e Republicanos. Miranda do Norte, Caxias e Tutóia são os exemplos de que a Justiça Eleitoral está com questão fechada para partidos que registram candidatura de mulheres, mas estas não fazem campanha.

Além destas ações referentes às eleições de 2020, vale lembrar que já existem outras sobre descumprimento da regra da cota de gênero relacionadas nas eleições de 2022. O União Brasil começa a enfrentar - efetivamente no mês de abril - a ação de investigação judicial eleitoral (Aije) interposta pelo PSB, PSD e PSDB.

E assim como agora estão preocupados os vereadores do PDT de Morros, o deputado estadual Neto Evangelista também tem motivos para preocupação. 

 Também preocupados

Além de Evangelista, outros dois deputados têm motivos para se preocupar com o julgamento no TRE.

Wellington do Curso e Fernando Braide (ambos do PSC) também correm risco de perder o mandato caso a Justiça Eleitoral entenda que na chapa proporcional que eles compuseram tenha tido candidatura laranja.

Eles pouco comentam sobre o assunto, mas até tentaram abrir espaço em seus gabinetes para abrigar indicados de uma das partes envolvidas no processo.

Sem comentários

Os aliados do Palácio dos Leões e também do Ministério da Justiça estão evitando comentar a conversa que o governador Carlos Brandão (PSB) teve com o ministro Flávio Dino (PSB).

Por enquanto, as falas se limitam a dizer que o gesto de ambos demonstra que há uma vontade “das coisas se acertarem”.

O que ainda não deixa o acerto chegar, segundo alguns interlocutores, é “o rumo do governo”. Genérico? Bastante!

 

 

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