EUGES LIMA

70 anos da morte de Stálin

A versão oficial divulgada que diz que a morte do ditador foi no dia cinco de março e no Kremlin é falsa.

Euges Lima

Euges Lima é historiador, professor da rede pública estadual e municipal e ex-presidente do IHGM
Euges Lima é historiador, professor da rede pública estadual e municipal e ex-presidente do IHGM (Ipolitica)

Outro dia, resolvi rever umas tralhas que trago há anos, com o intuito de descartar uma parte para gerar espaço em minhas estantes, armários e porque não fazia mais sentido mantê-las, por outro lado, mantive aquelas que ainda não consigo me desapegar, que ainda considero importante guardar. Tenho coisas... Recortes de jornais, Revistas... Enfim, papeis que trago há anos, tudo, geralmente, tratando sobre história. Coisas de acumulador, mas prometo que em grau moderado.

Nesse processo, eis que encontrei um pequeno texto que nem lembrava mais que havia escrito, era sobre a morte de Stalin. Há algum tempo, tenho lido e juntado livros sobre a morte de algumas personalidades históricas ou como se diz hoje, celebridades históricas, mas mortes que trazem alguma controvérsia, que ainda pairam dúvidas e mistérios, que ainda não foram suficientemente esclarecidas, nesse sentido, me interessam e tenho pesquisado, particularmente, sobre a morte de Stalin... Hitler...

Gonçalves Dias, entre outros. Este ano, em março, completará setenta anos da morte do ditador soviético.

O texto achado a que me refiro é esse que segue na íntegra... É muito provável que Stalin, realmente tenha morrido de causas naturais. Nos últimos anos de sua vida, era refém de seu próprio medo de ser assassinado, até mesmo seus “homens de confiança” não poderiam encontrá-lo sem antes passar por um rigoroso esquema de segurança, isso traria mais tarde, dificuldades na rapidez do seu socorro médico.

A versão oficial divulgada que diz que a morte do ditador foi no dia cinco de março e no Kremlin é falsa. Segundo declarações posteriores de Nikita Kruschev - ex-presidente da antiga URSS, sucessor de Stálin e uma das testemunhas oculares dos últimos minutos de vida do Czar Vermelho -, concedida a George Kessel, ele e mais seis importantes membros do partido comunista, teriam sido convocados a se dirigirem a meia noite do dia primeiro de março de 1953 a casa de campo de Josef Stalin a 24 km de Moscou.

Ao chegarem, por volta das duas horas da manhã, lá, foram informados pelo chefe da guarda pessoal que desde as dez horas da noite como era de costume, Stalin não tinha pedido seu chá. Depois de decidirem pelo arrombamento das portas revestidas de aço do quarto de Stálin, deparou-se com o corpo dele estático no chão. Às quatro horas da manhã, mandaram avisar os médicos, sendo que estes, só chegaram às nove horas, um atraso aí de cinco horas no atendimento médico, fora as horas anteriores computadas antes de resolverem entrar no quarto/fortaleza do ditador soviético, somando um total de nove a catorze horas de intervalo entre o momento que Stalin passou mal, ficando provavelmente inconsciente e o atendimento médico.

O polêmico atraso dos médicos pode também estar relacionado com a dificuldade de tráfego das estradas russas naquele rigoroso inverno de 1953, ou não. É possível também pelo que tudo indica que houve de certa forma, um “corpo mole” feito pelos seus auxiliares mais próximos que foram chamados, camaradas da elite do partido comunista que não demostraram pressa no atendimento e eficácia do socorro médico, ficando Stalin por várias horas a mercê, agonizando sem ser socorrido de forma urgente.

É possível que Stálin tenha morrido entre às sete e doze horas do dia primeiro de março de 1953, vítima de um AVC, conforme diagnóstico médico.

Fabien Nury e outros autores publicaram em 2010 um quadrinho intitulado “A Morte de Stalin: uma história soviética real”, publicado no Brasil em 2015, pela editora “Três Estrelas” e em 2017, foi adaptado para o cinema em tom de comédia dramática sob a direção de Armando Lannuccie.

 

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