LUCIANO GENÉSIO

Justiça aceita denúncia e prefeito de Pinheiro vira réu por suposto crime de corrupção

Denúncia do MPF aponta gestor e outras seis pessoas como autores de possíveis desvios na gestão da cidade

José Linhares Jr, com informações do TRF1

Luciano Genésio tem reafirmado sua inocência desde o início das acusações e investigações sobre supostas práticas na gestão de Pinheiro
Luciano Genésio tem reafirmado sua inocência desde o início das acusações e investigações sobre supostas práticas na gestão de Pinheiro (Reprodução)

PINHEIRO - O prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, deve responder processo pela prática de crimes de responsabilidade, lavagem de capitais e organização criminosa por delitos cometidos entre os anos de 2017 e 2021. O processo deve seguir após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) receber denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra ele e outras seis pessoas. Desde o início das operações e eventos que apontam o seu envolvimento no caso, o prefeito tem reafirmado sua inocência. 

Oferecida em 2022, a peça do Ministério Público aponta fraudes em procedimentos licitatórios relacionados à prestação de bens e serviços, bem como para a realização de obras de urbanização no município de Pinheiro, sendo parte dos recursos desviados oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Segundo o MPF, os contratos investigados ultrapassam o valor R$ 11 milhões e há evidências da permanência do esquema delituoso nos dias atuais.

No ocaso da aceitação da denúncia, o juiz federal Pablo Zuniga Dourado aceitou a validade dos elementos apresentados pelo Ministério Público que apontam a suposta “existência de uma organização criminosa, estável e bem delimitada”. Ela seria dividida em dois núcleos de atuação: o núcleo político, liderado pelo prefeito Luciano Genésio, e seu irmão Lúcio André Silva Soares; o núcleo empresarial formado por Danilo Jorge Trinta Abreu Júnior e Renato Serra Trinta Abreu; além de Mariana Aroucha da Silva, Rafael Cunha Shimuk e Felipe Augusto Santos Mendes, que teriam atuado como beneficiários e intermediários financeiros.

Após a aceitação da denúncia, será realizada a instrução criminal, com a intimação das partes para defesa prévia, oitiva de testemunha.

 

 

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