Julgamento

Suspeito de matar a ex-companheira por estrangulamento é condenado a 25 anos de prisão

O corpo da vítima encontrado com sinais de violência nas proximidades da linha férrea, no bairro Pedinhas, em São Luís.

Imirante.com,com informações do TJ-MA

- Atualizada em 10/08/2022 às 17h21
A irmã da vítima sendo ouvida pelo magistrado, no fórum do Calhau.
A irmã da vítima sendo ouvida pelo magistrado, no fórum do Calhau. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS -  A Justiça condenou Guilherme Carvalho Borges a 25 anos de prisão pela morte de sua ex-companheira Maria Alzimar Ribeiro da Silva, de 42 anos. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi morta por estrangulamento, na noite do dia 18 de agosto de 2019, nas proximidades da linha férrea, no bairro Pedrinhas, em São Luís.

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A sessão judicial ocorreu na terça-feira (9), no fórum do Calhau e sendo presidida pelo juiz do 3º Tribunal do Júri José Ribamar Goulart Heluy Júnior. Na acusação atuou o promotor de Justiça Samaroni Maia, enquanto, a defesa do réu foi feita pelo defensor público Pablo de Oliveira.

O julgamento foi acompanhado pelos familiares da vítima. Foram ouvidas cinco testemunhas, entre elas a irmã e um tio da vítima, e interrogado o réu, que negou a autoria do crime. Maria Alzimar conviveu com o acusado por aproximadamente 16 anos, era empregada doméstica, e tinha dois filhos com o réu. 

Guilherme Borges foi condenado por homicídio triplamente qualificado (feminicídio, asfixia e uso de recurso que impediu a defesa da vítima) e não pode recorrer da sentença em liberdade. Ele foi levado de volta ao presídio, em São Luís, onde já estava preso desde o dia 27 de agosto de 2019. 

Denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 18 de agosto de 2019, Maria Alzimar estava em uma loja de conveniência, situada em um posto de combustível da BR-135, no bairro Pedrinhas, na companhia de Domingos Silva. 

Ao sair da loja de conveniência, a vítima observou a aproximação do réu, pediu para Domingos Silva sair dali e tentou se esconder do ex-companheiro atrás de uma mureta. O réu encontrou Maria Alzimar e começou a brigar com ela, após dez minutos de discussão, o acusado saiu junto com a vítima. 

O corpo de Maria Alzimar Ribeiro da Silva foi encontrado despido, com pernas e braços amarrados, amordaçado e com o pescoço quebrado no dia 19 de agosto de 2019, no bairro Pedrinhas e levado para o Instituto Médico Legal (IML), no Bacanga.

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